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Interação de Genótipos com Ambientes

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Cercosporiose em Milho

A interação GxE tem sido um grande desafio para os melhoristas, pois, quando da sua existência, é possível que o melhor genótipo em um ambiente não o seja em outro. Tal fato tem influência no ganho de seleção e dificulta a recomendação de cultivares com ampla adaptabilidade (CRUZ e REGAZZI, 1997; HILL, 1975).

Dada a sua importância, o melhorista deve avaliar sua magnitude e significância, quantificar seus efeitos sobre as técnicas de melhoramento e estratégias de difusão de tecnologia e fornecer subsídios que possibilitem adotar procedimentos para sua minimização e/ou aproveitamento (CRUZ e REGAZZI, 1997).

Para MEDINA (1992), a interação GxE é de suma importância para os melhoristas no desenvolvimento de cultivares melhoradas, pois a ordem dos genótipos em uma série de ambientes pode diferir estatisticamente, gerando problemas para a seleção de plantas.

De modo geral, o melhorista depara-se com o desenvolvimento de populações distintas para cada situação, quando o ranqueamento dos genótipos é alterado drasticamente, e/ou selecionam genótipos com uma performance satisfatória na grande maioria dos ambientes (alta estabilidade) (McKEAND et al., 1990).

DENIS e GOWER (1996) advertiram para o risco de descarte de um genótipo não adaptado para o(s) ambiente(s) utilizado(s) na seleção, mas que poderia ser muito produtivo em outro. Da mesma forma, pode-se selecionar um genótipo que não apresente uma boa performance em um ambiente de cultivo diferente daquele utilizado para a seleção.

A interação GxE é ainda muito importante para geneticistas e melhoristas pelo fato de que a magnitude dos componentes da interação fornecem informações sobre a região de adaptação de uma dada cultivar. As magnitudes relativas da interação, do erro e dos componentes genéticos são úteis na determinação de métodos que maximizem o uso do tempo e recursos em um programa de melhoramento (MEREDITH, 1984).

Como em qualquer área do conhecimento, na interação GxE também é fundamental o conhecimento aprofundado de suas causas e conseqüências, para com isso poder minimizar os prejuízos e maximizar o uso de recursos e o retorno ao agricultor, considerando-se ainda os impactos sócio-econômico e ambiental que a atividade agrícola apresenta.

Referência Bibliográfica:

CHAVES, L.J. Interação de genótipos com ambientes. In.: NASS, L.L.; VALOIS, A.C.C.; MELO, I.S.; VALADARES-INGLIS, M.C. (eds.) Recursos genéticos e melhoramento - Planta. Rondonópolis: Fundação MT, 2001. p. 673 – 713.

CRUZ, C.D.; REGAZZI, A.J. Modelos biométricos aplicados ao melhoramento genético. 2ª ed. rev. Viçosa: Editora UFV, 1997. 390 p.

DENIS, J.B.; GOWER, J.C. Asymptotic confidence regions for biadditive models: interpreting genotype-environment interactions. Applied Statistics, v.45, p.479-493, 1996.

FERREIRA, A.B.H. Dicionário Aurélio básico da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1995. 687p.

HILL, J. Genotype-environment interaction: A challenge to plant breeding. Journal of Agricultural Sciences, v.85, p.477-499, 1975.

KANG, M.S. Using genotype-by-environment interaction for crop cultivar development. Advances in Agronomy, v.62, p.199-252, 1998.

McKEAND, S.E; LI, B.; HATCHER, A.V; WEIR, R.J. Stability parameter estimates for stem volume for loblolly pine families growing in different regions in the southeastern United States. Forest Science, v.36, p.10-17, 1990.

MEDINA, R.C Some exact conditional tests for the multiplicative model to explain genotype-environment interaction. Heredity, v.69, p.128-132, 1992.

MEREDITH Jr., W.R. Quantitative genetics. In.: KOHEL, R.J.; LEWIS, C.E. (eds.) Cotton and cotton improvement. Madison: ASACSSA, 1984. p.131-150.

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Márcio Gomes SquilassiEnvie um email!
Pesquisador - EMBRAPA/CPATC

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