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As toxinas nos alimentos

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Muitas das micotoxinas são termoestáveis, ou seja não são inativadas pelo tratamento térmico e muitas vezes não têm seu efeito diminuído por processos de beneficiamento como peletização em rações e acondicionamento em latas.

Pouco pode ser feito se houver a constatação de contaminação de um lote de produtos agrícolas.

Alguns programas de descontaminação com produtos químicos são capazes de controlar o desenvolvimento de fungos e reduzir a concentração da micotoxina, mas deve-se levar em consideração a relação custo/benefício da atividade. Estes procedimentos de descontaminação não são eficientes em larga escala, tendo um custo muito elevado e com resultados ainda bastante discutíveis.

O homem pode ser contaminado por micotoxinas através do consumo de alimentos processados ou in natura. Também pode ingerir carne de animais alimentados com ração contaminada, pois a toxina pode ser transmitida pelo corpo do animal através de sua carne, leite ou ovos. Alguns alimentos com contaminação potencial como o milho, podem ter seus produtos derivados como óleo refinado, isento da toxina, pois há a destruição da mesma no processo de transformação do produto.

A legislação brasileira, através da resolução RDC Nº 274, do Ministério da Saúde, datada de 15.10.02, dispõe que alguns alimentos para o consumo humano como o amendoim, milho em grão e leite podem ter uma concentração máxima de 0,5g/kg a 20g/kg) de aflatoxina, enquanto que a União Européia permite teores de aflatoxina mais restritos para alguns alimentos comuns à nossa legislação, variando de 2 a 5 g/L (ppb).

Já a Instrução Normativa nº13 do Ministério da Agricultura, de 27.05.04, dispõe que se houver algum lote de mercadoria devolvida por importadores, ou por resultado de inspeção ou fiscalização, este poderá ser liberado para o consumo humano ou animal se o resultado da primeira análise for igual ou menor que o limite de 30 g/Kg e 50 g/Kg.

Finalizando, com o advento da procura pelo Brasil por novas fronteiras comerciais no mercado internacional, há uma necessidade premente do estabelecimento de novos paradigmas para o controle e inspeção de micotoxinas no país.

Além de novas perspectivas para o agronegócio, visando o controle monitorado de toda a cadeia dos produtos brasileiros expostos às micotoxinas, o Ministério da Agricultura já normatizou o plano de Boas Práticas Agrícolas para a castanha-do-brasil, além de toda a cadeia de produção e beneficiamento de produtos in natura e processados derivados da castanha-do-brasil. E a exemplo deste novo cenário interno e externo, a Embrapa, juntamente com o SENAI, SEBRAE, SESI, SESC, SENAC, SENAR e ANVISA já produziram cartilhas de segurança e qualidade para serem aplicadas em toda a cadeia de produção de várias culturas sujeitas à contaminação por micotoxinas.

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Valéria Saldanha BezerraEnvie um email!
Pesquisadora - EMBRAPA/CPAFAP

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  • toxinas
    muito bem elaborada sua explicação foi de muita boa valida para minha vida vida obriagado amigo
    Giclessio - 18/09/10 10:23

  • Tóxinas nos alimentos
    "Obrigado por essas imformações tão importantes para o aprimoramento de nossos conhecimentos... gostei d+ dessas dicas!!!!!!!
    GESIEL DENIS DA FONSECA - 27/07/07 06:56

  • Re: artrites
    Prezada Clarisse, Infelizmente não posso ajudá-la, pois minha competência é na área bioquímica e físico-química de alimentos e não de nutrição humana. Seria mais interessante procurar ajuda de um profissional da área. Obrigada!
    Valéria Saldanha Bezerra - 28/06/07 09:33

  • artrites
    Eu tenho 44 anos e sofro de artrites, sei que a artrite é causada pelas toxinas no organismo que se enfiltra na corrente saguinia e se aloja nos ligamentos causando a artrite. pergunto, que tipo de alimentos devo eu evitar de comer,tendo em vista que eu sinto mais dores nas juntas dependendo do alimento que como
    clarice - 17/06/07 07:41

  • Toxinas nos alimentos
    Gostei muito .O artigo abrangiu de forma simples e clara. Gostaria de saber mais sobre como identificar, quantificar o crescimento fúngico em alimentos para animais (cães) .Fotos e metodos de identificação dos fungos de maior incidência. Existe associação da incidência de tumores, ocasoionados por injestão de ração contaminda por fungos? Desde já agradeço atenciosamente júlio Cezar
    Júlio Cezar Caldas Nery - 19/04/07 08:53

  • toxinas
    gostei muito do assunto muito interessante
    milena - 09/10/06 19:16

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