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A EMBRAPA e a conservação do Pantanal

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:. Do mesmo autor
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Níveis de Mercúrio na Carne de Peixes como Indicadores de Contaminação do Pantanal.

Penas de aves como indicadores de mercúrio no pantanal

Mas será que a degradação ambiental somente está ocorrendo na BRT? E será que o pecuarista tem consciência que ele está se tornando mais pobre e seu sistema de produção menos sustentável? Apesar das evidências, somente o tempo, a divulgação e a adoção dos resultados contribuirão para a efetiva conscientização da sociedade. A Embrapa Pantanal, desde 1994, preocupada em entender os impactos ambientais na BRT, desenvolveu um projeto de pesquisa para avaliar a dinâmica dessa problemática. Com o apoio da ANA/GEF/PNUMA/OEA, lançou um livro intitulado “Impactos Ambientais e Sócio-Econômicos na Bacia do Rio Taquari – Pantanal” com resultados inéditos e recomendações práticas, como forma de sugerir, recomendar e prestar contas à sociedade do trabalho realizado. Entretanto, há evidências de degradação ambiental em outras bacias hidrográficas, tais como a dos Rios São Lourenço e Cuiabá, em Mato Grosso, e do Miranda, Aquidauana e Negro, em Mato Grosso do Sul, principais tributários do Rio Paraguai.

Mas o que a Embrapa Pantanal está desenvolvendo de pesquisa nessas outras bacias hidrográficas? Muito embora haja demanda, a insuficiência de recursos humanos e financeiros inviabilizam a sua efetiva atuação.

Entende-se que o reordenamento espacial, com o zoneamento ambiental, aliado à adoção de práticas de manejo e conservação de solo, manejo das pastagens e racionalização no emprego de pesticidas, poderão contribuir para minimizar os impactos ambientais da agropecuária. Contudo, a viabilização das ações dependerá da sensibilidade política e que os programas governamentais, assumam efetivamente o enfoque do desenvolvimento sustentável e adotem políticas compatíveis. Gestões governamentais em curso estão despertando preocupações em segmentos da sociedade regional. Um dos maiores desafios é compatibilizar as ações frente às expectativas da termo-elétrica de Corumbá/MS, com capacidade para acionar os potenciais pólos minisiderúrgico e gás-químico que se vislumbram para a capital do Pantanal. De um lado, entendemos que não se pode privar a sociedade das benesses do desenvolvimento econômico e social, mas, do outro, temos a responsabilidade constitucional de buscar alternativas com menor custo ambiental e sanitário. Caso contrário, a sustentabilidade dos ecossistemas e conseqüentemente dos empreendimentos estarão comprometidos, pois o homem é o epicentro da questão. Se essa questão está politicamente definida, só nos resta sugerir medidas para minimizar os impactos ambientais e principalmente aqueles com risco de afetar a saúde do homem e o próprio meio ambiente. Monitorar os níveis de mercúrio e outros gases tóxicos nas populações de Corumbá e Ladário, antes e depois do funcionamento da termo-elétrica, forneceria elementos precisos para se detectar as alterações na qualidade ambiental e proceder os ajustes tecnológicos em tempo hábil. Será que no processo de decisão, frente aos novos empreendimentos, os empresários dispõem das tecnologias para atender à demanda ambiental, hoje regulamentada por legislação específica?

A concepção da Embrapa Pantanal, expressa no seu Plano Diretor, está em consonância com o artigo 225 da Constituição de 1988. Assim, fica claro que cabe à sociedade utilizar o Pantanal buscando harmonizar o desenvolvimento econômico e social com a sua conservação.

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Luiz Marques VieiraEnvie um email!
Pesquisador - EMBRAPA/CPAP

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    OLÁ, GOSTARIA DE AGRADECER E PARABENIZAR O ARTIGO, POIS ESTOU PESQUISANDO SOBRE O PANTANAL E O ARTIGO COLABOROU MUITO. PARABÉNS A MATÉRIA FICOU ÓTIMA!
    Marília Gabriela de Souza Reis - 07/09/06 23:57

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