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Reflexões sobre a liberação do fosfato de rocha e do supertriplo para alimentação animal

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:. Do mesmo autor
Aditivos alimentares para bovinos, pela carne vermelha sem preconceitos

Esses resultados são atribuídos a baixa disponibilidade do fósforo, a elevação significativa nos níveis de flúor nos ossos, sinais de fluorose dentária e a baixa palatabilidade, afetando o consumo da mistura mineral. Disfunções testiculares foram identificados em touros recebendo suplementos minerais com fosfato de rocha bruta por períodos relativamente curtos.

Economia: A suposta economia do setor pecuário em utilizar fontes de fósforo de menor preço, representa muito pouco na pecuária de corte. O custo médio para suplementar com sal mineral um animal adulto durante um ano, estimando-se um consumo de 25 kg/cabeça, produziria um desembolso, com sal mineral, de R$ 8,42 com fosfato bicálcico, R$ 7,50 com fosfato de rocha e R$ 6,75 com o STP. A economia seria de 11 e 20% a favor do fosfato de rocha e do STP, respectivamente. Parece ser a salvação da pecuária. Entretanto, o custo do item sal mineral representa 5 a 7% do custo final de produção na pecuária de corte. Assim, nos sistemas menos tecnificados, possivelmente esse custo alcance 2%, enquanto nos mais avançados se eleva para 7%. Deste modo, a maior economia, usando o STP, o qual apresenta um custo inferior em 20%, comparado ao bicálcico, representaria uma redução no custo final de produção de apenas 1%. No caso da pecuária mais evoluída o benefício seria de apenas 3% no custo final de produção. Acrescente-se a isto, o fato de que nos sistemas mais avançados de produção são buscados níveis de performance animal mais elevados, impossíveis de serem atingidos com sal mineral elaborado com fosfato de rocha ou STP.

Saúde do consumidor e comércio internacional: A presença de níveis moderados de metais pesados como arsênico, cádmio, e mercúrio nas fontes de fósforo alternativas, como requisito para a sua inocuidade à saúde dos animais e do consumidor não são certezas absolutas para a utilização na alimentação animal. Os metais pesados e o flúor apresentam como locais de metabolismo máximo o fígado e os rins. Estes órgãos tem sua atividade aumentada nos processos fisiológicos mais intensos, como ganho de peso, atividade reprodutiva, gestação e condições de estresse. Neste caso, o uso de fontes alternativas, ainda que com níveis aceitáveis desses metais, podem determinar maiores acúmulos nas vísceras dos animais e problemas na saúde do consumidor.

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Lauriston Bertelli FernandesEnvie um email!
Zootecnista, Diretor Técnico - PREMIX

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  • custo de produção
    gostei de seu artigo, em relatar possiveis problemas causados por altas quantidades de flúor no organismo animal. Porém, as despesas com suplementação mineral em bovinos de corte, de acordo com alguns artigos que encontrei pela internet, relatam que as despesas podem chegar a 30% do total da produção de bovinos a pasto, e desse total 80% é proveniente do custo do fósforo, sendo assim, é importante a descoberta de fontes alternativas economicamente mais viaveis desde que nao tragam problemas a sanidade animal e dos consumidores. grato pela atençao e pelo espaço, discutindo esses aspectos poderemos engrandecer os conhecimentos no assunto.
    Fernando Krüger - 30/07/10 19:32

  • fosfato de e super triplo na alimentação animal
    Muito bom seu artigo, pois esclarece, e o que é mais importante, orienta o produtor pecuarista na escolha da melhor ferramenta de trabalho, na quilo que lhe dará melhor retorno ao sue trabalho.
    Francisco de Assis Lamar - 11/11/04 03:25

  • Embrapa x Premix
    É muito estranho este artigo.Haja vista que a Embrapa libera o uso do superfosfato triplo,desde ele que seja extraído de rocha fosfática brasileira,como o produzido a partir da rocha de Tapira.Acrescento ainda que o uso do calário calcítico,também é liberado em substituição ao gesso agrícola.Esta afirmações constam no livro "Suplementação de Baixo Custo para Bovinos", páginas 49 e 50 (Henrique Otávio da Silva Lopes).Então,quem está correto em suas afirmações?Gostaria de ser esclarecido.Agradeço a oportunidade por esse espaço ao internauta pecuarista. Cordialmente, Gilberto. PS: É bom que os pecuaristas voltem os olhos para a Agroecologia.Dr VOISIN, NILO ROMERO e muitos explicam isso direitinho.Tem-se que para de agredir o solo com arações,gradeações,uso de agrotóxicos,dentre eles o terrível herbicida.Os fazendeiros estão se descapitalizando, por teimarem em usar essas tecnologias, que só sao boas para as famosas multinacionais.Vou para por aqui que é melhor.
    Gilberto - 01/11/04 13:37

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