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Reflexões sobre a liberação do fosfato de rocha e do supertriplo para alimentação animal

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:. Do mesmo autor
Aditivos alimentares para bovinos, pela carne vermelha sem preconceitos

A deposição dos metais pesados no organismo animal não depende exclusivamente da concentração na fonte, mas também do equilíbrio metabólico dos demais minerais que são absorvidos pelo animal. Assim, devido ao desequilíbrio no metabolismo mineral, pelo desbalanço ocasionado pelo fosfato de rocha ou STP, os mecanismos de absorção e excreção dos metais pesados ficam comprometidos gerando um maior acúmulo desses minerais. O primeiro país a detectar esses problemas foi a Austrália quando utilizou o STP. Níveis tóxicos de cádmio no fígado e rins oriundos de ovinos e bovinos suplementados com STP e, destinados a alimentação humana, fez com que essa fonte fosse sumariamente eliminada na legislação daquele país.

Com a certificação de regiões livres de Febre Aftosa, a pecuária de corte torna-se candidata ao comércio da carne bovina à mercados com melhores preços. Evidentemente, que neste contexto, a competitividade do setor, representada pelos preços e acima de tudo, pela qualidade sanitária do produto, determinarão a inserção no comércio internacional de países não aftósicos. Na composição do preço final do boi, os miúdos passarão a representar um valor econômico importantíssimo quando vendidos à esses países. A língua, como exemplo, exportada atualmente por U$ 2.000/tonelada, passará a ser exportada por U$ 7.000. Esses ganhos econômicos também poderão ser obtidos na exportação de outras vísceras, como fígado e coração. Esses produtos em conjunto representam até 4% da carcaça, porém, pelo seu alto valor comercial no mercado internacional, poderão atingir 7% do preço final da mesma carcaça exportada. Isto com certeza refletirá na composição final do preço do boi. Possibilidades de barreiras comerciais relacionadas com a saúde desses miúdos podem comprometer seriamente as exportações. Além disto, o consumidor interno também precisa ser protegido. Portanto, riscos potenciais existem, quando os fatores de produção são altamente questionáveis na comunidade econômica internacional e no meio científico. Os benefícios destes riscos são extremamente pequenos para corrê-los. Portanto, investimentos na melhoria sanitária e alimentar dos rebanhos, modernos programas de gestão, investimentos em genética, integração da cadeia produtiva, são fundamentalmente mais importantes e impactantes no processo final de produção do que a simples troca de uma fonte de matéria prima de um item que representa menos do que 5% da formação do custo final de produção.

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Lauriston Bertelli FernandesEnvie um email!
Zootecnista, Diretor Técnico - PREMIX

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  • custo de produção
    gostei de seu artigo, em relatar possiveis problemas causados por altas quantidades de flúor no organismo animal. Porém, as despesas com suplementação mineral em bovinos de corte, de acordo com alguns artigos que encontrei pela internet, relatam que as despesas podem chegar a 30% do total da produção de bovinos a pasto, e desse total 80% é proveniente do custo do fósforo, sendo assim, é importante a descoberta de fontes alternativas economicamente mais viaveis desde que nao tragam problemas a sanidade animal e dos consumidores. grato pela atençao e pelo espaço, discutindo esses aspectos poderemos engrandecer os conhecimentos no assunto.
    Fernando Krüger - 30/07/10 19:32

  • fosfato de e super triplo na alimentação animal
    Muito bom seu artigo, pois esclarece, e o que é mais importante, orienta o produtor pecuarista na escolha da melhor ferramenta de trabalho, na quilo que lhe dará melhor retorno ao sue trabalho.
    Francisco de Assis Lamar - 11/11/04 03:25

  • Embrapa x Premix
    É muito estranho este artigo.Haja vista que a Embrapa libera o uso do superfosfato triplo,desde ele que seja extraído de rocha fosfática brasileira,como o produzido a partir da rocha de Tapira.Acrescento ainda que o uso do calário calcítico,também é liberado em substituição ao gesso agrícola.Esta afirmações constam no livro "Suplementação de Baixo Custo para Bovinos", páginas 49 e 50 (Henrique Otávio da Silva Lopes).Então,quem está correto em suas afirmações?Gostaria de ser esclarecido.Agradeço a oportunidade por esse espaço ao internauta pecuarista. Cordialmente, Gilberto. PS: É bom que os pecuaristas voltem os olhos para a Agroecologia.Dr VOISIN, NILO ROMERO e muitos explicam isso direitinho.Tem-se que para de agredir o solo com arações,gradeações,uso de agrotóxicos,dentre eles o terrível herbicida.Os fazendeiros estão se descapitalizando, por teimarem em usar essas tecnologias, que só sao boas para as famosas multinacionais.Vou para por aqui que é melhor.
    Gilberto - 01/11/04 13:37

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