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Modelo Técnico – Caminho do Agonegócio

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Os países que estão na vanguarda, hoje, dando certo e validando o paradigma de potência mundial, lá estão porque edificaram um modelo técnico de desenvolvimento e, com muito esforço, empenho e sacrifício, estão tentando, a cada dia, segui-lo e aperfeiçoá-lo. Dentro dessa linha, se olharmos o modelo de desenvolvimento que o Japão há muito vem adotando, encontraremos, com certeza, uma forte participação do técnico e do desenvolvimento tecnológico na edição de planos estratégicos, que foram capazes de colocar a nação numa posição invejável do ponto de vista do desenvolvimento da qualidade de seus produtos/serviços e da implementação da excelência da ação gerencial que por incrível que pareça não é uma criação japonesa, mas sim o resultado de um processo de assimilação dos paradigmas da administração americana contemporânea.

Como não poderia deixar de ser, a qualidade de vida do povo japonês ficou ampliada, palavras como respeito, valorização, participação, dignidade, passaram a fazer parte das políticas de desenvolvimento dos empregados. O executivo, antes de pensar na qualidade dos produtos/serviços, dedicava-se ao desenvolvimento da qualidade do tratamento dado aos seus técnicos e funcionários, assim sendo, o povo do Japão podia refletir qualidade em seus atos, uma vez que eram aceitos e valorizados como parceiros de um negócio.

No Brasil a questão da valorização técnica passou primeiro pela desmistificação de que as profissões de médico, engenheiro e advogado, eram as mais lucrativas e dotadas de mais status – apelo que até hoje, ainda, influencia na orientação educacional da classe mais abastada. Logo depois, uma mudança nas leis básicas do ensino de primeiro e segundo graus, tenta, com total insucesso, implementar a competência técnica dos jovens adolescentes. Falta madeira, falta instrumentos de laboratório, falta torno mecânico, falta impressoras off-set, enfim, não há infra-estrutura para suportar uma formação técnica maciça – e lá se vai o projeto por água abaixo.

Uma tendência à generalização das soluções dadas às inquietudes e aos problemas brasileiros, fez com que – numa equivocada nivelação – os jovens de regiões localizadas à beira de rios não desenvolvessem os ofícios oferecidos na formação técnica, nem tampouco assimilassem os truques e artimanhas da pesca – um aprendizado mais adaptado à sua vida e à sua cultura local.

Negligenciar as diferenças culturais e regionais, tem sido um frequente erro de foco cometido por políticos e homens de negócios em nosso país. Cavar poços artesianos (para apanhar água do lençol subterrâneo), deve ser ensinado – principalmente nas regiões da seca – antes mesmo do início do processo de alfabetização. Água: conhecê-la e utilizá-la em prol do bem-estar da família, é mais urgente do que grafar corretamente o nome. Assim já dizia o poeta: Terra – planeta água.

Por outro lado, enquanto existir seca, existirá quem faça da água seu grande negócio; sem apresentar, contudo, soluções comerciais viáveis para neutralização dos problemas que a mesma traz — principalmente no que tange à pequena produção agrícola.

Temos, hoje, no Brasil uma grande quantidade de técnicos que não aplicam 10% de todo o seu conhecimento. Estamos falando de profissionais com pós-graduação, e muitos, até, com doutorado no exterior. Uma rápida olhada nas empresas estatais, nos bancos federais e estaduais, no militarismo, no funcionalismo estadual e federal, de uma maneira geral, nos mostra que, apesar do contingente existente de bons técnicos, nada é feito em termos de criatividade aplicada à solução de nossas necessidades mais gritantes — que sem dúvida nenhuma estão ligadas, também, às atividades da pequena produção agrícola. Nesse particular temos que abrir uma exceção para os trabalhos de pesquisa, bem como de difusão de tecnologia, desenvolvidos pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

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José Carlos CairesEnvie um email!
Técncio de Nível Superior II - EMBRAPA/CPATC

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