Agronline
Página inicial dos artigos
Início
 
Agricultura
 
Agroinformática
 
Desenv. Rural
Economia Rural
 
Pecuária
 
Crise de energia: culpa de São Pedro ou falta de panejamento?

Página 2/2

:. Do mesmo autor
Os ensinamentos do "mal da vaca louca"

Esse quadro contextual que ora vive a sociedade brasileira nada mais é que o reflexo da falta de planejamento. Desde meados da década de 80, com a implantação do Plano Cruzado, os investimentos no setor elétrico foram restringidos pela política de contenção da inflação através do congelamento das tarifas públicas. Nos anos 90, como processo de reforma do Estado, a condução das políticas públicas comprometeu o investimento em infra-estrutura, base para a garantia do desenvolvimento sustentável da economia.

A falta de investimentos no setor é apontada por especialistas como a principal culpada pela crise atual. A produção de energia recebia anualmente, em média, US$ 13 bilhões. Na década de 90, este valor caiu para quase a metade, não obstante o consumo não tenha parado de crescer.

O governo atribui às baixas precipitações a responsabilidade pela crise energética. O Instituto Nacional de Meteorologia informa que na região de Furnas por exemplo, o índice de chuvas é o pior dos últimos 20 anos e, já em março, o instituto avisava que era improvável que as chuvas de abril e maio fossem suficientes para encher os reservatórios que abastecem as hidrelétricas do Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Há quem admita falta de comunicação e consequentemente ação, no sentido de, ao menos, diminuir os efeitos da crise energética.

De fato, os agentes envolvidos com a crise energética, que permeiam a esfera governamental e empresarial do setor privado, estão agora apostando na regularização das precipitações pluviométricas e, concomitantemente, na aceleração dos investimentos.

De alguma forma é preciso considerar como variável determinante do direcionamento dos investimentos públicos e privados o meio ambiente, entendido como recursos naturais e assim sendo como fator de produção, mas vista sob a ótica da exploração potencial flutuante, ou até mesmo regressiva, considerando-se a degradação, agressão ou outra forma de utilização do solo, da água ou da atmosfera, de forma não sustentável.

Se a natureza não é considerada como variável determinante da produção, pode responder silenciosa, impiedosa, mas em uma linguagem universal: a revolta ambiental.

Páginas: anterior 1 2 próxima Topo da página


Cristiano Lôbo da SilvaEnvie um email!
Professor - FTC

  Enviar este artigo por e-mail  Imprimir este artigo  Como citar esse artigo 
:. COMENTÁRIOS
    Clique aqui!  E deixe seu comentário sobre o artigo!

  • pergunta?
    como que pode ser definida a "crise da insensatez". desde já muito obrigada.
    ana paula - 15/09/06 15:35

  • :. ARTIGOS RELACIONADOS

    Artigos por assunto

    Administração Agribusiness Agricultura de Precisão Agricultura Familiar Agricultura Urbana Agroecologia e orgânicos Agroindústria Agronegócio Agropecuária Familiar Agropesquisa Alimentação Apicultura Avicultura Boi verde e Pecuária orgânica Bovinocultura Caprinocultura Ciência florestal Climatologia Comércio internacional Comunicação Contaminação de águas Cooperativismo Crédito agrícola Crédito Rural Crise Energética Desenvolvimento Rural Desenvolvimento Sustentável Ecologia Educação Exportação Extensão Fauna Silvestre Fertilidade do Solo Fertilidade e conservação do solo Fitopatologia Fitotecnia Forrageiras Fruticultura Genética Horticultura Internet na agricultura Irrigação e Drenagem Marketing Meio ambiente Nutrição animal Ovinocultura Paisagismo Pecuária Leiteira Piscicultura Plantas Daninhas Plantas Medicinais Plantio direto Pragas e doenças Rastreabilidade Animal Sanidade animal Segurança Alimentar Seguro agrícola Sementes Suinocultura Tecnologia Transgênicos Zoonoses
    Copyright © 2000 - 2017 Agronline.com.br