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Na busca da inovação, onde deve estar o pesquisador? Uma questão inspirada pela Lei da Inovação

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No que diz respeito à estratégia de negócios, é preciso, por exemplo, verificar se a empresa está praticando uma lógica extrativista, ou seja, uma estratégia de extração injusta de recursos do consumidor ou da sociedade. Em caso afirmativo, deve-se ensinar à empresa que a competitividade não se sustenta na manipulação de preços e/ou na sonegação de impostos. Quando os preços são manipulados para gerar mais receitas, o abuso esmaga o consumidor. Quando os impostos são sonegados para gerar mais lucros, o impacto negativo repercute na sociedade. Quando o consumidor e a sociedade não têm mais condições para sustentar falsos mecanismos de competitividade, a empresa desaparece inevitavelmente. Nesse sentido, deve-se ensinar à empresa que a inovação é a chave do sucesso econômico.

Quanto a incentivos públicos para valorização de conhecimentos e tecnologias, é preciso, por exemplo, estudar o perfil da empresa em termos de recursos. Tal estudo pode revelar o quanto a empresa se preocupa e tem propensão em contratar profissionais competentes para introduzir, assimilar e desenvolver inovações necessárias à geração e sustentação de sua competitividade. Assim pode ser possível entender o ambiente institucional em que atua a empresa.

Em 2006, o Brasil atingiu a meta de formar cerca de 10 mil doutores ao ano. Segundo o Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG 2005-2010/Ministério da Educação), o objetivo é formar 16 mil doutores por ano a partir de 2010. Portanto, o País deve estar preparado para inserção desses profissionais no mercado de trabalho. Contentar-se apenas com a interação entre organização de pesquisa e empresa não é aconselhável. É preciso agir nas duas frentes, abrindo espaço para inserção de doutores também nas empresas.

No Brasil, uma estratégia de interação entre a organização de pesquisa e a empresa de produção deve ser acompanhada de ações sistemáticas de fixação de cientistas e engenheiros no setor produtivo. Os mecanismos de apoio podem ser efetivados de maneira gradual. Num primeiro momento, prioridade pode ser dada à interação interorganizacional sem negligenciar a fixação de pesquisadores na empresa. Num segundo momento, quando a empresa começa a valorizar o conhecimento, o raciocínio pode ser o inverso do anterior. De toda maneira, há urgência de criar políticas públicas aptas a abrir as portas da empresa para cientistas e engenheiros. Nesse sentido, as ações devem ser prioritariamente orientadas para estimular, no âmbito da empresa, práticas de gestão empresarial adequadas à inovação.

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Andre Yves CribbEnvie um email!
Pesquisador - EMBRAPA/CTAA

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