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Produção de Cordeiros

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5 – Alimentação:

Os cordeiros em recria e terminação em confinamento deve receber dietas ricas em proteína e energia para que atinjam altas taxas de ganhos de peso, respeitando aquele momento fisiológico do animal porque ele está em desenvolvimento. Dietas incompatíveis levará a uma menor eficiência de produção. O alimento deve ser servido a vontade e o consumo deve ser estimulado oferecendo-se rações palatáveis e de alta digestibilidade. Os ingredientes tradicionais, como: milho, soja, trigo, algodão, etc., são os mais convenientes para serem utilizados em dietas de confinamento. A qualidade do alimento é fundamental para que se atinja a eficiência esperada de um sistema de confinamento. Da mesma forma, é importantíssima a qualidade do volumoso, podendo lançar-se mão de feno, silagem e mesmo capineiras de bom valor nutritivo. Os níveis de PB da dieta devem estar na faixa de 11 a 18%, com 70% de NDT e 11% de fibra. A ração completa deve ser oferecida a vontade aos animais. No caso de utilizar concentrado e volumoso separadamente, deveremos fornecê-los na seguinte proporção: ½ da MS em volumoso e ½ em concentrado.

Considerando que os requerimentos nutricionais dos animais e as disponibilidades dos pastos variarem consideravelmente durante o ano, um bom esquema de manejo é aquele que é adequado aos períodos de maior necessidade alimentar dos animais (prenhez, lactação, crescimento) com os períodos de maior disponibilidade de pastos, todavia, isto depende das condições climáticas que varia muito a cada ano.

Tem-se observado que a falta de conhecimento sobre alimentação, entre a maioria dos criadores, é um dos fatores que mais contribui para a baixa produtividade das diferentes espécies e pelo manejo inadequado dos rebanhos em diferentes épocas e em determinadas circunstâncias. Os nutrientes reconhecidos como essenciais são, geralmente, classificados de acordo com as propriedades químicas, físicas e biológicas em 6 grupos: água, hidratos de carbono, proteínas, gorduras, minerais e vitaminas.

Os ovinos possuem a capacidade de aproveitar alimentos fibrosos e grosseiros como capins, ramos e palhas. Isto se deve à constituição do aparelho digestivo - características dos ruminantes quando apresentam o estômago muito desenvolvido e dividido em retículo, rúmen, omaso e abomaso.

A capacidade de digestão e o aproveitamento de forragem, dependerão da eficiência de seu desempenho e da qualidade nutricional das forragens ou outros materiais fibrosos oferecidos como parte maior da dieta. Pesquisas realizadas em várias espécies ruminantes mostram que o ideal é o fornecimento mínimo de 50 a 70% da MS da dieta na forma de volumoso.

Portanto, a alimentação dos ovinos deve ser feita basicamente à pasto, havendo necessidade de suplementação somente em situações especiais. O fornecimento excessivo de concentrado, também pode favorecer a ocorrência de problemas fisiopatológicos nos animais, tais como, timpanismo, cetose, enterotoxemia e diarréias.

Se for considerado o hábito de pastejo do ovino, de pastejo baixo, ou seja, colhe as forragens bem próximas ao solo, as forrageiras mais indicadas são; Pangola (Digitaria decumbens c. v. Pangola) , Estrela Africana (Cynodon plectastachyns), Pensacola (Paspalum notatum), Coast-Cross (Cynodon dactdon), e Quiquio (Penninsetun Clandestinum). Outras forrageiras podem ser utilizadas, desde que manejadas baixas, como; Capim de Rhodes (Chlorys Gayanus), Andropogon (Andropogon Gayanus) e algumas variedades de Panicum (Centauro, Tanzânia). Estas forrageiras são muito bem aceitas pelos ovinos e apresentam bom valor nutricional. Em regiões de clima ameno, pode-se fazer uso de forrageiras de inverno como a Aveia Preta (Avena Strígosa) ou o Azevém (Lolium Multzflorum), quando são anuais.

Sem uma boa alimentação, é inútil pensar-se em raças especializadas. Esta é necessária para a economia e o aperfeiçoamento de um rebanho, pois é sabido que as raças especializadas são conseguidas em boa parte, com os cuidados com a alimentação.

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Alexis Wanderley de OliveiraEnvie um email!
Estudante Zootecnia - UFAL

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  • ovinos em confinamento
    EU PARTICULAMENTE GOSTEI MUINTO DAS EXPLICAÇÕES EU SOU UM CRIADOR DE OVINOS EM CONFINAMENTO E APRENDI BASTANTE OBRIGADO E PUBLIQUE MAIS.
    Antônio vamberto gonçalves - 15/01/12 23:50

  • Produção de Cordeiro
    Muito boa as explicações.
    Carlos - 17/07/09 08:50

  • Gostei muito do artigo!
    Gostei do seu artigo, publique mais sobre o assunto. Obrigado!
    Julian - 10/10/08 11:34

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