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Os caminhos da convivência com a seca

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Caprinocultura, Produtos e Mercado

Um maior nível de tecnificação resultará em um impacto bastante limitado se o produtor, simultaneamente, não adotar técnicas gerenciais e organizativas que lhe permitam reduzir os custos unitários de produção e fortalecer o seu poder de barganha no mercado. A efetiva inserção no mercado não será possível sem programas agressivos de organização e de capacitação gerencial do produtor. Adequadamente capacitado e organizado será mais fácil ao produtor buscar a melhoria da qualidade e a valorização dos produtos regionais, identificando novas oportunidades de mercado e estratégias e canais alternativos de comercialização desses produtos que permitam a redução da cadeia de intermediação e uma maior articulação com os segmentos transformador e distribuidor. A valorização dos produtos locais, conferindo-lhes uma identidade territorial e cultural que lhes proporcione a necessária diferenciação pode e deve se constituir no instrumento estratégico do produtor para encarar, com boas chances de sucesso, o processo de globalização dos mercados.

As etapas acima devem ser vistas em seu conjunto. Nenhuma delas, isoladamente, propiciará benefícios significativos ou ganhos perenes. A complementaridade e a sinergia entre elas constituem o fator decisivo que permitirá atingir os objetivos maiores de um programa de convivência com a seca: a preservação dos recursos de solo, água, flora e fauna e o bem estar das pessoas que deles dependem.

Nenhuma das atividades econômicas consideradas, contudo, poderá ser efetivamente exercida sem o apoio vital do crédito. Há porém que adequá-lo às circunstâncias sob as quais operam os produtores. Para as atividades rurais de sequeiro no semi-árido, embora não se possa negar alguma melhora recente, o crédito tem sido caro, relativamente escasso e excessivamente burocratizado. As estiagens têm que ser encaradas como um fator normal de produção. A Austrália, maior exportador mundial de carne, subsidia metade dos custos da ração nos períodos de seca. Em nome da multifuncionalidade da propriedade agrícola os europeus e americanos anualmente dão bilhões de dólares em subsídios para o campo. Por que só do nosso caatingueiro é cobrada competitividade?

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Clovis Guimarães FilhoEnvie um email!
Pesquisador - EMBRAPA/CPATSA

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  • Agradecimento
    Parabens Clovis Guimarães Filho, pelo seu artigo "os Caminhos da Convivencia com a seca", realmente é a luz da realidade, e que tomara que as esferas políticas consiga enxergar as quatro etapas para a convivencia com a seca.
    Antonio Luiz Lima - 22/01/07 18:07

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