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As bases da agroecologia nas bases da educação

10/03/2002

Segundo a Comissão de Brundtland , todo o desenvolvimento é sustentável se satisfaz as necessidades das gerações presentes sem comprometer a capacidade das gerações futuras para satisfazer as suas. Este, é o argumento que serve de base para fundamentar a adequação da filosofia ecológica nos níveis primeiros do ensino dos seres humanos. Este, talvez seja, o único ali-cerce que poderá dar a sustentação necessária às futuras pesquisas e conse-qüentes comportamentos sociais que basearão, naturalmente, o modus facien-di da população da Região da Campanha.

É com esta perspectiva que se exercita no presente momento, por meio deste artigo, para a real possibilidade da inserção das experiências no campo da agroecologia para dentro das classes nos referidos níveis escolares. Visto ter nesta proposta, não apenas uma aliada à conexão da teoria surgida na Co-missão de Brundtland , na qual estabeleceu que havia uma implicação entre o passado e o presente e um comprometimento com o futuro. Nossa visão de desenvolvimento até então tinha conseguido perceber apenas tendências de caráter imediatista. Mas o processo, agora, deveria ser visualizado holística-mente, ou seja, aonde o todo é maior que a soma de todas as partes. Por tanto e, para tanto, a junção de disciplinas tais como, por exemplo, matemática e sociologia, demonstram diretamente o relacionamento de mesmos campos de conhecimentos com interesses da comunidade estudantil. A ‘des-fragmentação’ das teorias científicas dentro das salas de aulas nos níveis refe-renciados, (provavelmente) facilitará e estimulará ao crescimento do senso crítico e criará um novo ambiente de investigações, aumentando as chances de se encontrar a viabilidade da vida sustentável a partir desta concepção. Desta forma, o indivíduo poderá tomar consciência de que o atomismo serviu ape-nas como um veículo da construção do conhecimento e que agora estamos transitando para um modelo de desenvolvimento com um novo enfoque e ba-seado em premissas sustentáveis. Ao invés de crer em um dogma estático donde o conhecimento é também rígido e determinístico.

De fato, para a constituição deste novo processo, faz-se impreterível a consideração de um modelo multidisciplinar na formação docente com crité-rios e métodos de trabalhos baseados na interdisciplinaridade. Ou seja: para que não se deixe perder no indivíduo quando no início de sua formação estu-dantil, a sua capacidade nata de percepção do universo multidimensional que o cerca, proporcionando-lhe desta forma a manutenção desta sua inteligência por meio de um ambiente trans e multidisciplinar associado a idéias em voga.

Jaime Quintanilha GomesEnvie um email!
Pesquisador - URCAMP

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