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Batata doce: potencial para novos produtos alimentícios

19/10/2009

De acordo com dados FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, 2007), a batata doce é cultivada em 114 países. Cerca de 80% da produção está na Ásia, 15% na África e 4% no restante do mundo. Apenas 1,5% da produção está em países industrializados como os Estados Unidos e Japão. A China destaca-se como o maior produtor atingindo 85 milhões de toneladas/ano. No continente latino-americano, o Brasil é o principal produtor, correspondendo a uma produção anual de 530.000 toneladas, obtidas em uma área plantada estimada em 44.000 hectares.

A batata doce é uma planta de grande importância sócio-econômica, participando do suprimento de calorias, vitaminas e minerais na alimentação humana. As raízes apresentam teor de carboidratos variando entre 25% a 30%, dos quais 98% são facilmente digestíveis. Também são excelentes fontes de carotenóides, vitaminas do complexo B, potássio, ferro e cálcio. Suas raízes são tuberosas e variam de forma, tamanho e coloração, conforme a cultivar e o meio ambiente em que são produzidas.

Ela é um alimento amplamente difundido devido a sua facilidade de cultivo, rusticidade e ampla adaptação. Entretanto, a produção é caracterizada pela pequena escala e como atividade marginal nas unidades agrícolas. A cultura geralmente utiliza tecnologia de produção e orientação técnica inadequadas, resultando em baixos índices de qualidade e produtividade.

No Brasil, há quatro tipos de batata doce classificadas de acordo com a cor da polpa: batata-branca, também conhecida como angola ou terra-nova, que tem a polpa bem seca e não muito doce; batata-amarela, semelhante a anterior, mas de sabor mais doce; batata-roxa com casca e polpa dessa cor que é a mais apreciada por seu sabor e aroma agradáveis, sendo ótima para o preparo de doces; e batata-doce-avermelhada, que tem casca parda e polpa amarela.

No Brasil, esta cultura fica restrita basicamente ao consumo direto e sua industrialização é rudimentar, sendo que o produto mais conhecido no país é o doce em pasta “marrom-glacê”. Considerando sua composição nutricional e o potencial agrícola, a batata doce pode ser usada como matéria-prima para obtenção de produtos industrializados de maior valor agregado. Por meio do processamento mínimo, pode-se suprir o mercado de produtos de fácil e rápida utilização como farinhas pré-gelatinizadas, cereais pré-cozidos e “snacks”.

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Cristina Yoshie Takeiti Envie um email!
Pesquisadora - EMBRAPA/CTAA

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