Agronline
Página inicial dos artigos
Início
 
Agricultura
 
Agroinformática
 
Desenv. Rural
Economia Rural
 
Pecuária
 
Capital natural: fonte de bens e servios o caso do Pantanal

03/04/2006

:. Do mesmo autor
A utopia do repovoamento

Peixes Como Recurso Sustentável Do Pantanal

Considerações para definição de períodos de defeso de reprodução: o caso do Pantanal

Os Pulsos de Inundação e o Rio Taquari

Os Controles Geológicos e os Pulsos de Inundação no Pantanal

Estratégias para definição de Períodos de Defeso no Pantanal

Gestão sustentável de recursos pesqueiros - O caso do Pantanal

Perspectivas da piscicultura em Mato Grosso do Sul

Estratégias reprodutivas dos peixes do pantanal

Melhoramento genético em peixes – uma revolução na aquicultura do Brasil

De acordo com Prugh e colaboradores, o conceito de capital natural é uma extensão da noção econômica de capital, definida como meio manufaturado de produção, ou seja, maquinarias, equipamentos, construções, etc. O que o capital natural e manufaturado possuem em comum é o conceito intrínseco de capital como um estoque de algo que produz um fluxo de bens ou serviços. Neste sentido, uma floresta (estoque de árvores) produz um fluxo de bens na forma de novas árvores e um fluxo de serviços na forma de produção de oxigênio, controle de erosão, habitat de vida silvestre, etc.

Ecossistemas como o Pantanal constituem capital natural renovável que se mantém e se auto-regeneram, incorporando energia solar e convertendo, por fotossíntese, matéria inorgânica em biomassa vegetal e, conseqüentemente, para o resto da cadeia alimentar. Quanto mais intacto, maior será o fluxo regular de bens e serviços, no que é essencialmente ilimitado.

Analisando o Pantanal na ótica deste conceito, que bens e serviços ele produz?

As pastagens nativas constituem um bem de grande valor econômico, na medida em que sustentam a pecuária de corte, a principal atividade econômica do Pantanal. O peixe é o segundo bem em termos econômicos, sustentando uma pesca profissional e esportiva altamente desenvolvidas, representando a segunda atividade econômica da região. A apicultura, baseada nas plantas apícolas nativas é uma atividade que está se instalando na região, com possibilidade de produção de mel de alta qualidade e passível de exportação na forma de mel orgânico.

Os animais da fauna nativa, como jacarés e capivaras são o que denominamos de bens de valor econômico direto, na medida da potencialidade do seu uso como produtores de carne, couro e outros derivados. Podem também ser considerados bens de valor econômico indireto, pelo seu uso no turismo ecológico, juntamente com uma fauna e flora altamente diversificadas. São exemplos de fauna, as grandes aglomerações de aves como tuiuiús, cabeças-secas, garças e colhereiros, no período das secas, em torno de lagos e corixos, os bandos de capivaras e as grandes aglomerações de jacarés, bem como as esquivas onças pardas e pintadas, aos quais se adicionam florações fantásticas de piúvas, ipês amarelos e cambarás.

O arroz selvagem do Pantanal, Oriza glumaepatula, é um exemplo de bem econômico inestimável, na medida da sua possibilidade de cruzamento com variedades comerciais para melhoramento genético nas condições desejadas em termos de aumento de produção, qualidade do grão e resistência a doenças.

Existem inúmeras plantas com valor medicinal que a população local vem utilizando com base no que chamamos de conhecimento tradicional, mas existem plantas com reconhecido valor de mercado, como o ginseng do Pantanal e o nó-de-cachorro.

No que tange aos serviços ambientais prestados pelo ecossistema Pantanal, podemos nos referir ao mesmo como uma enorme reserva de água doce, acumulando água no período da cheia e liberando-a gradualmente no restante do ano. Essa capacidade de acumular a água, ligada ainda ao lento escoamento, propicia que as frentes de cheia do rio Paraná e do rio Paraguai sejam defasados ao longo do rio da Prata, onde ambos desembocam, propiciando a manutenção de navegabilidade ao longo do rio Paraguai até a sua desembocadura no rio da Prata e deste, até o Atlântico. A não coincidência dos picos de cheias dos dois rios também evita inundações muito severas na Argentina e no Paraguai, e este serviço oferecido pelo Pantanal é de avaliação difícil, mas de fácil percepção.

Páginas: anterior 1 2 próxima Topo da página


Emiko Kawakami de ResendeEnvie um email!
Biloga - EMBRAPA/CPAP

  Enviar este artigo por e-mail  Imprimir este artigo  Como citar esse artigo 
:. COMENTÁRIOS
    Clique aqui!  E deixe seu comentário sobre o artigo!

  • Pantanal
    Parabéns pelo artigo sobre o pantanl,nossa existencia e de nossas filhos dependerá como tratamos a natureza.Publique mais.Abrcs.
    Dinamérico de Góes Chaves - 23/05/10 17:41

  • plantas
    muito bom esse assunto ...
    carlos - 19/09/07 13:58

  • plantas
    muito bom esse assunto ...
    carlos - 19/09/07 13:57

  • :. ARTIGOS RELACIONADOS

    Artigos por assunto

    Administração Agribusiness Agricultura de Precisão Agricultura Familiar Agricultura Urbana Agroecologia e orgânicos Agroindústria Agronegócio Agropecuária Familiar Agropesquisa Alimentação Apicultura Avicultura Boi verde e Pecuária orgânica Bovinocultura Caprinocultura Ciência florestal Climatologia Comércio internacional Comunicação Contaminação de águas Cooperativismo Crédito agrícola Crédito Rural Crise Energética Desenvolvimento Rural Desenvolvimento Sustentável Ecologia Educação Exportação Extensão Fauna Silvestre Fertilidade do Solo Fertilidade e conservação do solo Fitopatologia Fitotecnia Forrageiras Fruticultura Genética Horticultura Internet na agricultura Irrigação e Drenagem Marketing Meio ambiente Nutrição animal Ovinocultura Paisagismo Pecuária Leiteira Piscicultura Plantas Daninhas Plantas Medicinais Plantio direto Pragas e doenças Rastreabilidade Animal Sanidade animal Segurança Alimentar Seguro agrícola Sementes Suinocultura Tecnologia Transgênicos Zoonoses
    Copyright © 2000 - 2017 Agronline.com.br