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Cercosporiose em Milho

22/07/2003

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Interação de Genótipos com Ambientes

A cercosporiose, uma doença foliar causada por Cercospora zeae-maydis Tehon & E.Y. Daniels, foi inicialmente descrita na cultura do milho em Illinois, Estados Unidos, em 1925 (TEHON & DANIELS, 1925, citados por COATES & WHITE, 1994). A doença tomou importância maior a partir dos anos 70 devido à redução no uso da aração e gradagem, em função do aumento da área sob plantio direto, pois a sobrevivência dos esporos do fungo causador da cescosporiose é reduzida quando os restos de cultura são enterrados. Desta forma, com o aumento de área sob plantio direto, há uma maior sobrevida dos esporos do fungo causador da doença.

Uma vez que a utilização do plantio direto traz benefícios econômicos e ambientais, o seu uso deve ser incrementado e estimulado. Assim, utilizar de variedades resistentes torna-se a melhor opção para o controle desta doença. Além disso, o uso de fungicidas traria um aumento no custo de produção e impactos ambientais negativos.

Outra atividade que auxilia no controle da cercosporiose é a rotação de culturas, que faz com que não haja hospedeiros disponível para o fungo se multiplicar. Ressalte-se que o milho é o único hospedeiro deste fungo. Apesar de outras culturas como soja e alface terem doenças também denominadas de cercosporiose, estas são causadas por fungos do mesmo gênero, mas de outras espécies.

Além da rotação de culturas, pode-se utilizar da rotação de genótipos, que consiste em cultivar diferentes genótipos (híbridos ou variedades) na área de cultivo. Desta forma o fungompoderá se desenvolver um um genótipo siscetível, mas não se propagar, pois, adiante deste, estará um genótipo resistente que impedirá este avanço.

Os sintomas são, normalmente, observados primeiro nas folhas mais baixas. As lesões inicialmente possuem coloração bronzeada, 1 a 3 mm de comprimento, de forma retangular, com bordas cloróticas que são mais facilmente observadas quando a folha é exposta contra a luz (WARD et al., 1999). Muitas vezes são confundidas com outras doenças foliares.

Lesões maduras, entretanto, são facilmente distinguíveis; elas apresentam coloração acinzentada e são de formato retangular (5 a 70 mm de comprimento por 2 a 4 mm de largura), acompanhando em seu comprimento as nervuras principais da folha. Em casos mais severos as lesões se coalescem e tomam grande parte da folha (WARD et al., 1999) (Figura 1).

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Márcio Gomes SquilassiEnvie um email!
Pesquisador - EMBRAPA/CPATC

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