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Comportamento organizacional – Cooperação Rural

04/06/2007

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As organizações vivem, na atualida¬de e principalmente num Brasil pobre e de terceiro mundo como o nosso, a far¬sa da cooperação. Paradoxalmente, uma grande quantidade de discursos dando ênfase ao valor adaptativo da cooperação, vem ganhando espaço nas empresas, principalmente as rurais, dentro e fora do país. A contradição reside no fato de todas as corporações, organizadas ou em vias de, terem estruturado suas ações com base na competição. Por exemplo, qual o porquê de ter falido os sistemas de avaliação de desempenho? Verdade seja dita, alguns programas ainda agonizam devido ao espírito luta¬dor e empreendedor de alguns gerentes – já em extinção – que acreditam que um programa de avaliação de desempe¬nho, para ter valor na atualidade, deve ser participativo, consensual e exercitar a criatividade tanto dos avaliadores ligados a área rural quanto dos avaliados, levando-os a uma constante auto e hetero avaliação, onde o contexto da realidade campesina deve ser o grande norteador. O sentido último da avaliação deve ser o de desenvolver a co-responsabilidade pelos efeitos das mudanças processadas na organização rural como um todo.

Os sistemas de avaliação da contribuição do trabalho rural têm falido porque foram bolados para premiar as condutas isola¬das – aquelas que conseguem fazer “lobby” (bajular) e desenvolver um marketing pessoal. Dificilmente um sistema de avaliação tem como apurar a contribui¬ção individual e – principalmente – grupal dada ao atingimento das metas de desenvolvimento rural e ao planejamento estratégico de como a empresa rural está no mercado e como deverá ficar, no futuro, para garantir sua pró¬pria sobrevivência e a dos seus emprega¬dos rurais.

A cooperação nada mais é do que um processo social que se instala no ser humano lentamente, desde que ele te¬nha, evidentemente, a oportunidade de cooperar alguma vez em sua vida, operar ou obrar simultaneamente; trabalhar em comum; obrigado Aurélio – colaborar. Assim, para desenvol¬ver a cooperação da equipe de trabalho a empresa rural tem que incentivar o trabalho compartilhado. Como fazê-lo, se nem mesmo ela própria tem claro o que pre¬cisa ser feito, do ponto de vista estraté¬gico, para fazer frente ao mercado do agronegócio – que se afigura, a cada dia, mais competitivo.

Mais uma contradição: a empresa rural age de forma individualista e tem na compe¬tição acirrada sua grande arma. Tenta implantar algumas ideias novas e moder¬nas. Para vencer a concorrência ela pre¬cisa ser a melhor. Por outro lado, seus empregados não podem, nem devem, ter esse espelho competitivo para refletir suas ações. Compete à empresa rural agir pró-ativamente no sentido de valorizar as ações compartilhadas – atos que ve¬nham da força interna do grupo de tra¬balho e não das normas e procedimen¬tos padronizados, que são responsáveis pelo embotamento do pensar e do traba¬lho não criativo apresentado pelos trabalhadores rurais.

Quando, por qualquer motivo, a empresa rural amarga insucesso na colocação de seus produtos/serviços no mercado, ela lança mão de processos de coopera¬ção, tais como: simulados de sensibiliza¬ção à colaboração; ações para desenvol¬ver o espírito de grupo e a sinergia; reuniões com ênfase no trabalho com¬partilhado e – como não poderia deixar de ser – passam a se preocupar com a questão da qualidade; sem perceber, en¬tretanto, que qualidade não pode nunca ser preocupação, mas sim uma filosofia de trabalho. O interessante a notar é que a cooperação não existe, nem tampouco a intenção de implementá-la nas organizações rurais ou não.

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José Carlos CairesEnvie um email!
Técncio de Nível Superior II - EMBRAPA/CPATC

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