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05/12/2006

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Todas as empresas, invariavelmente, experimentam ou irão experimentar, algum dia, mudanças traumáticas para os indivíduos que nelas embalam sonhos e comem o pão de cada dia. No âmbito rural a coisa não é diferente.

Como devem agir as empresas – principalmente aquelas situadas na área rural – em situações que demandam redução no quadro de empregados, reorganização da estrutura hierárquica e eliminação de tarefas que não guardam relação direta com o crescimento sustentável – sentido último de qualquer negócio – seja ele rural ou não. Essa é uma questão delicada e que vem merecendo, cada vez mais, atenção por parte dos executivos, principalmente daqueles que têm a missão de implementar, de forma adequada, tais mu¬danças.

Quando por razões das contingências organizacionais e uma vez que o corte de pessoal já foi devidamente analisado, discutido, e é de caráter consensual, resta dar ao processo total transparência, visando gerar respeito, dignidade e segurança, para ambas as partes: para quem saí e para quem fica.

Estamos acostumados com cortes de pessoal que na verdade só servem para deteriorar, ainda mais, o clima da organização. É comum nesse momento encontramos duas posturas básicas no quadro gerencial, o seja, se o gerente é um dos “convidados” a deixar a organização, sua tensão eleva-se além dos limites de seu reservatório e começa a sair pelo ladrão, fazendo com que ele, além de apresentar severas críticas à empresa – que foram engolidas, a seco, durante anos a fio –, crie um clima de intranquilidade nos subordinados, inviabilizando, assim, a conclusão de qualquer trabalho ora em tramitação.

Se ele não está entre os que serão demitidos (transferidos para o mercado), sua conduta apresenta grande lealdade à organização, mas as informações, de capital importância na condução do processo, são manipuladas gerando medo, insegurança e, principalmente, a perda da capacidade de criação por parte dos colaboradores. Vão para o espaço, nesse momento, o respeito e a dignidade humana.

Como dar a notícia em casa? Como montar um novo projeto de vida? Como ficam os sonhos? Meu trabalho não presta ou a empresa é que está em dificuldades financeiras? Bolas! Por que não me falam a verdade? Por que quanto mais me explicam a situação atual menos eu acredito? Essas são algumas perguntas das inúmeras inquietudes oriundas de um processo de reestruturação que prima pela falta total de transparência.

Os funcionários possuem uma fonte alternativa de informações que, além de gerar insegurança, traz informes impregnados de distorções e adulterações psicológicas. É a chamada “rádio corredor” ou “rádio-cipó” que – mesmo de forma inadequada e gerando muita tensão – garante, nesse momento, um mínimo de informação necessária ao equilíbrio emocional das pessoas. Assim, a quantidade de fofoca aumenta, vertiginosamente, quando a única fonte de informação que o empregado dispõe vem via “rádio corredor”. A fofoca aparece porque o mesmo fato ganhar sucessivas versões, cada uma enriquecida com os pontos de vista e a imaginação de quem a divulga. Aos poucos, o que se espalha pela empresa é uma história distorcida e mentirosa.

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José Carlos CairesEnvie um email!
Técncio de Nível Superior II - EMBRAPA/CPATC

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