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Consorciação de Cultivos na Lavoura Cafeeira

17/09/2006

:. Do mesmo autor
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Numa consorciação na lavoura cafeeira, além de se considerar as características básicas da cultivar de café como adaptação às condições de clima e solo, resistência à pragas e doenças e elevado índice de produtividade, devem ser observados os aspectos vegetativos como altura de planta, diâmetro de copa e dimensão do sistema radicular, cujas as características irão determinar o desenvolvimento e a condução da cultura, que são imprescindíveis na definição dos espaçamentos, arranjos e manejos com outras espécies.

Cultivares de café de porte alto como Mundo Novo Acaiá e Icatu exigem maior espaçamento nas entrelinhas de plantio em relação às cultivares de porte baixo como Catuaí, Rubi, Topázio e Catucaí indicadas para menores espaçamentos, em que nesta adequação do tipo de espaçamento, se objetiva o alcance de um maior rendimento da cultura e diminuição dos custos de produção.

Pode-se considerar que a consorciação do café com cultivos perenes, deve contribuir para o aumento da renda e diminuição dos custos pela redução da faixa de capina e da mão-de-obra. Esta consorciação é feita com a participação de uma ou mais espécies, geralmente de ciclo curto ou perene, numa combinação provisória ou permanente, considerando os atributos morfológicos, as interações eco-fisiológicas e os sistemas de manejos.

A consorciação como sombreamento provisório tem a função de proteção do cafeeiro na sua fase inicial de crescimento, sendo indicadas espécies anuais ou perenes de pequeno e médio porte como a cultura da banana, plantando-se no espaçamento variando de 6 x 6 m até 10 x 10 m. A consorciação como sombreamento permanente geralmente estabelecida concomitante a eliminação do sombreamento provisório, tem a utilização de espécies perenes de grande porte como oleaginosas, madeireiras e frutíferas, plantando-se no espaçamento variando de 10 x 10 m até 15 x 15 m.

Tanto as espécies provisórias como permanentes deverão ser plantadas obedecendo aos traçados das curvas de nível do cafezal e locadas na mesma linha dos cafeeiros, para não prejudicar a execução de praticas culturais, principalmente mecanizadas, nas entrelinhas da lavoura.

O efeito sombreamento na lavoura cafeeira conforme a potencialidade do solo e os tratos fitossanitários, pode melhorar a qualidade dos frutos, pois conforme as espécies consorciadas e os espaçamentos adotados, este sombreamento pode ser benéfico ao desenvolvimento vegetativo e produtivo do café com redução da bienalidade de produção e melhoria da qualidade do produto com obtenção de bebida suave.

Diversas espécies perenes podem ser utilizadas na consorciação com a cultura do café, como espécies florestais (pinus, freijó, teca e bandarra), frutíferas (mamão, banana, coqueiro e macadâmia) e industriais (seringueira, cacau, pupunha e castanha ). Podem ainda ser consorciadas com o café as culturas da mamona e do abacate, devendo-se fazer com que o nível de sombreamento não ultrapasse o índice de 40% relativo a área do café.

A arborização rala do cafezal pode ser benéfica e recomendável em regiões que sofrem mais variações bruscas de temperatura com problemas de ventos frios e em regiões com calor excessivo. Esta arborização racional do café, que pode ser simultânea ou escalonada no tempo e de caráter temporário ou permanente, de uma forma geral, existe em vários estados produtores de café no Brasil, havendo diversos arranjos e manejos, possibilitando favorecimentos para as duas culturas e maiores retornos econômicos, de conformidade com as demandas de mercado e interesse do produtor.

Julio Cesar Freitas SantosEnvie um email!
Pesquisador - EMBRAPA

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