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Defesa Química das Plantas

07/12/2005

:. Do mesmo autor
Importância da Fitopatologia

Principais Doenças e Pragas do Feijão-de-Corda

O nematóide das galhas: o inimigo oculto da lavoura cafeeira rondoniense.

Na natureza há uma grande diversidade de microorganismos que estão, diretamente, em contato com as plantas, mas que não causam, na sua maioria, qualquer dano a estas, evidenciando a predominância da resistência sobre a suscetibilidade. Caso isso não ocorresse, qualquer destes microorganismos seria capaz de infectar uma planta, o que ocasionaria, em pouco tempo, a extinção das espécies vegetais (Pascholati e Leite, 1994).

A resistência de plantas ao ataque de patógenos pode ser entendida como a capacidade que elas desenvolveram de impedir, restringir ou retardar a penetração destes organismos em seus tecidos, diminuindo os efeitos danosos potenciais.

Para se defenderem de doenças e pragas, as plantas estão equipadas com as defesas pré-formadas ou constitutivas, que são aquelas naturalmente presentes na planta, funcionando como barreiras físicas, tais como a cutícula e os tricomas, e barreiras químicas, incluindo os inibidores de proteases e de -amilases, lectinas, fenóis, alcalóides glicosídicos, lactonas insaturadas, glicosídeos fenólicos e cianogênicos, dentre outros. As defesas pós-formadas ou induzidas, ausentes ou de pouca expressividade em plantas sadias, são aquelas que se tornam evidentes somente após a invasão do patógeno ou quando a planta é injuriada.

Nestes casos, além da resposta hipersensitiva, que se caracteriza pelo rápido e localizado colapso do tecido vegetal em volta do local da infecção, há a formação de tiloses, papilas, halos, lignificação, fitoalexinas, o aumento na concentração ou síntese de várias proteínas relacionadas à patogênese (PRPs), dentre as quais algumas enzimas como as -1,3-glucanases, quitinases e peroxidases e, ainda, a resistência sistêmica adquirida (SAR), que se caracteriza pela indução da resistência em locais da planta distantes do local da infecção pelo patógeno (Van Loon and Van Strien, 1999). Tais eventos e reações podem determinar o sucesso da resistência da planta contra o ataque do fitopatógeno, evitando, assim, o estabelecimento da doença (Stintz et al., 1993).

Entretanto, o mecanismo pelo qual as plantas se defendem do ataque de patógenos hemibiotróficos ou necrotróficos, que possuem a habilidade de retirar nutrientes de células mortas, ainda não está totalmente esclarecido. Eventos como a resposta hipersensitiva, que promove a morte celular em volta do sítio de infecção, são extremamente eficientes em interações envolvendo patógenos biotróficos obrigatórios, que necessitam do tecido vivo para retirar nutrientes. Porém, nas interações envolvendo patógenos hemibiotróficos ou necrotróficos, este tipo de resposta pode atuar favorecendo o processo de colonização do tecido vegetal pelo predador, através do estabelecimento de condições favoráveis ao crescimento/desenvolvimento do patógeno.

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Cléberson de Freitas FernandesEnvie um email!
Pesquisador - EMBRAPA/CPAFRO

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