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Mandioca: a raiz do Brasil

27/01/2006

:. Do mesmo autor
A expansão da cultura da mandioca em Roraima

A mandiocultura no Brasil encontra-se em diferentes condições, variando desde a cultura tradicional, de subsistência, com pouca ou nenhuma tecnologia e de baixa produtividade (8 a 12 t/ha), até pólos na região oeste do Paraná, Mato Grosso do Sul e noroeste de São Paulo, com plantios de mandioca empresarial, mecanizados, com tecnologia, visando alcançar produtividades de 40 t/ha, já em perfeita sintonia com a indústria e oferecendo segurança de comercialização aos produtores.

Isso pôde ser constatado durante o XI Congresso Brasileiro de Mandioca, realizado em outubro deste ano, na cidade de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul. O evento não ocorria há cinco anos e o último foi realizado em Manaus em 2000. O congresso foi um sucesso, com mais de mil congressistas escritos, mais de 170 trabalhos apresentados, várias mesas redondas e palestras, exposição de máquinas e implementos relacionados à cultura. Além do natural congraçamento entre técnicos, produtores, pesquisadores, professores, cada participante teve a oportunidade de atualizar seus conhecimentos, trocar experiências para o avanço da cultura da raiz do Brasil.

Roraima estava representada por três trabalhos, apresentados pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Universidade Federal de Roraima (UFRR), além de representante do Sebrae/RR.

Em Roraima, devemos aprender a utilizar melhor a cultura da mandioca, pois dela se obtém mais de 300 produtos, o que com certeza melhoraria em muito as condições de vida de centenas de famílias no interior do Estado.

Verifica-se que a mandioca, principalmente nas regiões mais tecnificadas, como Paranavaí (PR) e no Mato Grosso do Sul, faz boa dobradinha com pastagens, ocorrendo alternâncias periódicas entre estes empreendimentos.

Observou-se grande preocupação com relação a buscar-se outros produtos que agreguem valor à matéria-prima da farinha de mandioca, já que se verifica uma progressiva diminuição no consumo da farinha, acompanhando a urbanização em níveis nacionais. Assim, uma Universidade do Mato Grosso do Sul ganhou um prêmio de inovação tecnológica, patrocinado pelo Finep/CNPq, devido a estudos como a fabricação de barras de cereais feitos à base de mandioca, além de outros.

Outra linha de pesquisa observada é a da biofortificação da mandioca, com a seleção de cultivares ricos em Ferro, Zinco e caroteno, pesquisas fortes da Embrapa Mandioca e Fruticultura, de Cruz das Almas (BA).

Os estudos de impactos ambientais são cada vez mais presentes: o tratamento de resíduos industriais, lagoas de estabilização, aproveitamento para produção de biogás foram mencionados.

Programas de boas práticas para produção de alimentos (a mandioca inclusa) foram tema de palestra, tanto em nível de processamento como de lavoura. Tais programas, inclusive, são regidos por legislação própria.

Com relação à fécula de mandioca, tem-se que verificar onde a fécula sofre ou não a concorrência de outros amidos (milho, trigo). A Tailândia domina o mercado mundial e não abrirá mão facilmente de sua posição, enfim, quem manda é o mercado.

Há vários assuntos interessantes com relação à mandioca. Para quem quiser buscar mais sobre o tema, pode consultar o CD do XI Congresso Brasileiro de Mandioca, contendo as palestras e trabalhos apresentados. Esse acervo foi recebido pelos participantes de Roraima: os dois técnicos da Embrapa Roraima que assinam este artigo, além do professor Anchieta da UFRR e o Josué Batista do Sebrae-RR.

Dalton Roberto SchwengberEnvie um email!
Pesquisador - EMBRAPA/CPAFRR

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