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Na busca da inovação, onde deve estar o pesquisador? Uma questão inspirada pela Lei da Inovação

19/11/2007

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A Lei da Inovação (Lei nº. 10.973, de 2/12/2004) chama atenção porque consiste num conjunto de medidas essencialmente voltadas para conectar a pesquisa e o setor produtivo. Um aspecto, bastante destacado, é o fato dela incentivar centros de pesquisa e empresas a compartilhar recursos humanos, financeiros e materiais, incluindo laboratórios científicos.

Com base nessa lei, o processo de definição de estratégias é amplamente relacionado à identificação do lugar de trabalho mais apropriado para o pesquisador. Os esforços para tal identificação têm sido dominados por duas visões distintas e aparentemente opostas. Enquanto a primeira visão propõe a aproximação entre organização de pesquisa e empresa, a segunda sugere a fixação do pesquisador na empresa.

Conforme a primeira visão, o pesquisador deveria estar na organização de pesquisa, atuando em colaboração estreita com a empresa. A organização de pesquisa, além de ser o lugar onde são treinados cientistas e engenheiros, é vista como ator capaz de assumir funções importantes no crescimento econômico.

Para a segunda visão, o pesquisador deveria estar na empresa, dedicando-se às necessidades cotidianas do setor produtivo. A empresa é reconhecida como essencial para o aprendizado necessário à acumulação tecnológica e, portanto, é tratado como o lugar privilegiado da inovação.

As duas visões têm mérito de serem levadas em consideração no processo de definição de estratégias de inovação. Seus respectivos benefícios são bem evidentes.

Por um lado, as possíveis modalidades de interação entre organização de pesquisa e empresa não podem ser negligenciadas. Um exemplo de grande relevância é a atividade de consultoria que deve ser freqüentemente realizada pelo pesquisador da organização de pesquisa na empresa e se adequar às necessidades do setor produtivo. Nesse sentido, o modelo de assistência técnica da Embrapa, essencialmente orientado pelas demandas das empresas ou unidades de produção, é bem instrutivo.

Por outro lado, a consolidação das capacidades da empresa de integrar suas próprias atividades de pesquisa e produção é indiscutivelmente um fator importante de desenvolvimento de um processo de inovação contínuo. Uma das importantes potencialidades desta visão é a geração de empregos para os milhares de novos pesquisadores formados anualmente e disponíveis no mercado brasileiro.

Concentrar os debates pró-inovação na oposição dessas duas visões não ajuda na procura de estratégias de inovação. Tanto a aproximação quanto a fixação do pesquisador em relação à empresa constitui caminho razoável em direção à inovação. A adoção de uma ou outra dessas alternativas pode levar a resultados satisfatórios. Portanto, é preciso deslocar o epicentro das trocas de idéias.

Sendo lugar privilegiado da inovação, a empresa merece especial atenção. Um aspecto muito importante a levar em consideração é a cultura empresarial. Pesquisas exploratórias e conclusivas devem ser realizadas para entender a dinâmica de atuação da empresa. Para isso, as ciências sociais aplicadas precisam ser valorizadas. Entre as principais questões a serem pesquisadas destacam-se as seguintes: Qual é a estratégia de negócios da empresa? Há incentivos públicos para a valorização de conhecimentos e tecnologias?

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Andre Yves CribbEnvie um email!
Pesquisador - EMBRAPA/CTAA

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