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Nosso grande diferencial

12/03/2002

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Será que a agricultura e os recursos naturais são a nossa grande riqueza, a diferença entre sermos grande ou pequeno? Neste momento da economia mundial, conturbada por guerras enrustidas que afloram em vários lugares e por um “contrato social mundial” inventado com a globalização e com causas leoninas mantidas pelo poder bélico e bancos centrais? Onde o planejamento estratégico encurta seu período de perscrutação, as empresas são gangorras entre grandes lucros e prejuízos e a instabilidade é uma constante? Qual será, de fato, neste período imediatista, o nosso grande diferencial?

Nosso mercado. O que tem atraído a atenção de grandes grupos econômicos atrás de maiores lucros, da pressão de países poderosos sobre nosso venal poder público é, nada mais nada menos, que o mercado.

Dos 170 milhões de brasileiros vamos retirar, pela cruel pobreza que os marginaliza, cerca de 40 milhões que vegetam, sem poder de consumo, passando fome, sem saúde e, dolorosamente, sem esperanças. Expressão da incompetência de nossas elites. Do que sobra, ainda nos daremos ao luxo de sacar 15 milhões que, pela quantidade de filhos, falta de cultura, distância de mercados etc., poderão anuviar nosso segmento final: os cerca de 115 milhões de brasileiros com acesso a bens que sobram pelo mundo rico. Pessoas preparadas para adquirir produtos que empilham prateleiras: canetas, sandálias, sapatos, camisas, bicicletas, carros, livros, revistas, CD´s, PC´s, telefones, filmes, lazer, viagens, sementes, enxadas, tratores, medicamentos e mais uma infinidade de produtos. Resultados rápidos. Produzir e vender. Processos de produção conhecidos, mão-de-obra disponível, recursos naturais abundantes e uma certa estabilidade, neste mundo louco, enfim, tudo que o capitalismo deseja.

Seria lógico, de acordo com as regras comerciais, “vendermos” este mercado para aqueles que quisessem ter acesso a ele. O tratamento que os países mais desenvolvidos dão a este tipo de “problema”, é a criação de barreiras, dificultando a entrada de outros países para a farra do mercado. Como nós procedemos?

Financiamos, criamos todas as facilidades para a entrada das multinacionais em nosso país. Bancos oficiais financiam, a juros menores que os praticados com os indígenas, organizações que se habilitem a explorar este mercado. Governos Estaduais e Municipais brigam oferecendo vantagens, doando terrenos, diminuindo impostos etc.

Quanto aos nossos excedentes, que existem, principalmente na agricultura e mineração, produtos cujas vantagens comparativas nos torna poderosos para disputar mercados, são barrados pelos mesmos que penetram em nosso país. Como prostitutas, oferecemos nosso corpo, nossa juventude, nosso futuro, em troca de míseros patacos para satisfazer desejos impróprios de outros povos. Mas o estupro é bem explicado pelos economistas do débito e crédito.

O “ser ou não ser”... isto fica para os poetas...

Marcos Garcia JansenEnvie um email!
Diretor de Política Agrícola - SEAPA

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  • prostituição nacional
    Excelente artigo, mas até quando vamos saber disso tudo e não fazer nada? E ainda: é possível fazer-se alguma coisa?
    Paulo César Corrêa Moura - 21/02/04 16:05

  • Re: Nosso Grande Diferencial
    Caro Eduardo Magno, Fico feliz que concorde com nosso ponto de vista. A globalização seria, veja bem, seria, muito útil e proveitosa para nós, brasileiros, se fosse praticada por todos. Na verdade, de uma maneira geral, traria uma fantástica distribuição de renda mundial, entre países. Os países pobres têm mercados carentes (uma grande riqueza) e, normalmente, riquezas naturais que são procuradas pelos países ricos por tê-las esgotado. Não é simples, mas precisamos ocupar um espaço do nosso tamanho, nas mesas de negociação. Um abraço, Jansen
    Marcos Garcia Jansen - 24/05/02 04:40

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