Agronline
Página inicial dos artigos
Início
 
Agricultura
 
Agroinformática
 
Desenv. Rural
Economia Rural
 
Pecuária
 
O Agronegócio no Pantanal e a Necessidade de Diversificação Agropecuária

16/04/2004

:. Do mesmo autor
Pantanal: Um bioma ameaçado

A Problemática Socioeconômica e Ambiental da Bacia do Rio Taquari e Perspectivas

Tendências do Agronegócio no Pantanal e a Globalização da Economia

Pantanal: Risco de Contaminação por Biocidas

Potencial do Agronegócio no Pantanal e a Demanda por Tecnologias

E o Jacaré do Pantanal pode também se contaminar por Mercúrio?

O Pantanal e a acontaminação por Mercúrio

Níveis de Mercúrio na Carne de Peixes como Indicadores de Contaminação do Pantanal.

A EMBRAPA e a conservação do Pantanal

Penas de aves como indicadores de mercúrio no pantanal

A sobrevivência das fazendas no Pantanal e entorno está muito relacionada com a sua localização geográfica, volume de negócios, produtividade, competitividade e potencial de diversificação da produção em bases ecossustentáveis.

No passado recente, a grande extensão das unidades de produção, apesar da baixa produtividade, garantia a manutenção de um bom nível de renda aos proprietários rurais e a sobrevivência de famílias numerosas de empregados. É claro que, atualmente, a unidade de produção para ser competitiva deve, além de área suficiente e eficiência compatíveis com os produtos ofertados, deve ser capaz de gerar produtos de boa qualidade e de baixo custo. Para que isso se torne realidade, a unidade produção deve contemplar, preferencialmente, abundância e diversidade de recursos naturais, principalmente de fitofisionomias.

Além da pecuária de corte, é preciso viabilizar alternativas econômicas para melhorar o fluxo de caixa e, se possível, atender as despesas correntes de custeio. Não estou me referindo à pecuária tradicional até então praticada na região, pois tudo indica que ela esteja com os dias contados. Além disso, a sobrevivência da atividade pecuária, mesmo a inovadora, com a oferta de produtos de qualidade, como por exemplo a produção do vitelo pantaneiro, está muito relacionada, a médio e longo prazos, com a sustentabilidade de seus recursos naturais, principalmente pastagens nativas de elevado valor nutritivo para atender às demandas dos bezerros em fase ativa de crescimento e que demandam dieta com teor mais elevado de proteína. Para que essas duas premissas se concretizem, torna-se necessário modernizar os conceitos e adotar modelos de gestão que sejam mais eficientes que os atualmente em uso pelos pecuaristas. Além disso, os sistemas de produção devem incorporar tecnologias que sejam de baixo impacto ambiental. E será isso possível? Com isso não estou dizendo que os atuais pecuaristas Pantaneiros são agressivos ao ambiente. Tudo indica que a adoção de tecnologias de produção compatíveis com a realidade regional deve constituir a base do agronegócio no Pantanal.

Técnicas de administração e gerência geral, se aliadas às práticas simples de manejo nutricional, reprodutivo e sanitário, sem dúvida alguma, incrementarão os índices de produtividade do sistema sem grandes investimentos e sem onerar de maneira significativa o custo de produção. Entretanto, a implementação desse modelo depende da sensibilidade, vontade, criatividade e capacidade do pecuarista para eleger e ajustar as tecnologias que irão compor os novos agrosistemas. É preciso que elas sejam ecossustentáveis, esteja validada e disponível. Nessa etapa a Embrapa Pantanal poderá contribuir muito. É claro que a sustentabilidade dos novos sistemas de produção demanda técnicas de manejo dos recursos naturais sem perder de vista a sua dinâmica temporal produtiva. Para que a tecnologia esteja validada e disponível, implica, muitas vezes, em meticuloso processo de geração e transferência dos resultados da pesquisa para os produtores. Está implícita a necessidade de recursos humanos bem treinados e disponibilidade de recursos financeiros para custeio e investimentos. Será que as instituições responsáveis pela promoção do desenvolvimento harmonioso dessa região estão contando com a infra-estrutura indispensável para gerar e transferir os conhecimentos e tecnologias que a sociedade regional tanto demanda? Ou estamos adequando a demanda regional à nossa efetiva capacidade de fazer pesquisa e ajustando-a aos parcos recursos públicos que se dispõe atualmente?

Páginas: anterior 1 2 3 próxima Topo da página


Luiz Marques VieiraEnvie um email!
Pesquisador - EMBRAPA/CPAP

  Enviar este artigo por e-mail  Imprimir este artigo  Como citar esse artigo 
:. COMENTÁRIOS
    Clique aqui!  E deixe seu comentário sobre o artigo!

  • assoreamento rio taquari e alagamentos
    sou terceira geração de familia(MATEUS), pioneira no povoamento do pantanal nhecolandense, ainda radicado neste PARAISO MUNDIAL, tenho assistido com pesar o risco de depredação deste espetaculo da natureza . EPara separar o joio do trigo ,de inicio temos que tomar a devida coragem de identificar o pecuarista Pantaneiro nato de (atuais pecuaristas) sem discriminar, mas o que vemos é um derrame (lavagem de dinheiro facil) em nome da produtividade em cima da frágil natureza.De outro lado sem generalizar, a demagogia de alguns politicos inescrupulosos,que em momentos de pleito se insurgem estupefatos, emparelhados com algumas organizações em defesa deste meio. Alem de varios sinais da depredação temos assistido as crescentes vazantes no Rio Paraguai, redução dos estoques de peixe, aumento do predadores, das bocas que reduzem drasticamente o volume das aguas , com o espalhamento desta no solo causando uma maior evaporaçao e infiltração no solo arenoso. Tenho grande paixão por este PARAISO NATAL continuarei estudando e quero contribuir . SAUDAÇÕES PANTANEIRAS.
    inacio pereira de oliveira - 18/12/11 22:21

  • :. ARTIGOS RELACIONADOS

    Artigos por assunto

    Administração Agribusiness Agricultura de Precisão Agricultura Familiar Agricultura Urbana Agroecologia e orgânicos Agroindústria Agronegócio Agropecuária Familiar Agropesquisa Alimentação Apicultura Avicultura Boi verde e Pecuária orgânica Bovinocultura Caprinocultura Ciência florestal Climatologia Comércio internacional Comunicação Contaminação de águas Cooperativismo Crédito agrícola Crédito Rural Crise Energética Desenvolvimento Rural Desenvolvimento Sustentável Ecologia Educação Exportação Extensão Fauna Silvestre Fertilidade do Solo Fertilidade e conservação do solo Fitopatologia Fitotecnia Forrageiras Fruticultura Genética Horticultura Internet na agricultura Irrigação e Drenagem Marketing Meio ambiente Nutrição animal Ovinocultura Paisagismo Pecuária Leiteira Piscicultura Plantas Daninhas Plantas Medicinais Plantio direto Pragas e doenças Rastreabilidade Animal Sanidade animal Segurança Alimentar Seguro agrícola Sementes Suinocultura Tecnologia Transgênicos Zoonoses
    Copyright © 2000 - 2017 Agronline.com.br