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O extrativismo do imbuzeiro no Nordeste

02/10/2005

A agricultura familiar da região semi-árida do Nordeste brasileiro tem sua sustentabilidade na exploração de culturas de subsistência (milho, feijão e mandioca) e, principalmente na criação extensiva de caprinos e ovinos. Os pequenos agricultores desta região convivem com uma situação bastante peculiar quanto às fontes de renda, das quais dependem para sua sobrevivência, pois, seus sistemas de produção são constituídos basicamente pela agricultura de subsistência e pela pecuária extensiva. Por outro lado, há outras fontes de renda e de absorção de mão-de-obra, bastante significativas, como o extrativismo vegetal, de modo especial, o fruto do imbuzeiro. Essa atividade assegurar em maior parte a subsistência dos pequenos agricultores, cujo processo produtivo baseia-se, principalmente, na agricultura de subsistência.

Segundo Figueira (1999) os negócios com o umbu na região semi-árida do Nordeste, que vai da colheita, comercialização, processamento de doces e polpas, chegam a rende cerca de US$ 6 milhões ao ano para economia regional. Duque (1980) mostra em seu trabalho que as plantas xerófilas que proporcionam o extrativismo vegetal na região semi-árida, tem contribuído substancialmente no aumento da renda e na absorção de mão-de-obra dos pequenos agricultores, principalmente nos períodos de seca. Silva et. al. (1987) afirmam que as altas produções alcançadas pelo imbuzeiro constituem-se numa fonte de renda e de absorção de mão-de-obra para muitas famílias rurais, que na época da safra, realizam a colheita dos frutos e os vendem para consumo in natura ou na forma de doces.

O imbuzeiro tem grande importância socioeconômica para as populações rurais da região semi-árida do Nordeste, no fornecimento de frutos saborosos, nutritivos e túberas, radicular doce e ricas em água (Mendes, 1990). O extrativismo do fruto do imbuzeiro é praticado nos Estados do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Bahia e na parte semi-árida de Minas Gerais, sendo o Estado da Bahia o maior produtor com uma média 10.000 toneladas colhidas por ano.

Santos (1997) afirma que o imbuzeiro encontra-se distribuído em 17 regiões ecogeográficas do Nordeste. O objetivo de trabalho foi estudar a participação do extrativismo do fruto do imbuzeiro na absorção de mão-de-obra e geração de renda dos pequenos agricultores de 5 comunidades localizadas na região semi-árida do estado da Bahia.

MATERIAL E MÉTODOS

O trabalho foi realizado em 5 comunidades de pequenos agricultores localizada na região semi-árida do estado da Bahia, cuja tradição é o extrativismo vegetal do fruto do imbuzeiro. A investigação ocorreu em duas etapas. A primeira ocorreu nos meses de outubro e novembro de 2001, quando foram realizadas visitas as comunidades para o levantamento das famílias que tinham pessoas envolvidas no extrativismo do fruto do imbuzeiro.

A segunda etapa do trabalho aconteceu durante a safra do imbuzeiro nos meses de janeiro a março de 2002, quando foi realizado um acompanhamento junto aos agricultores de cada comunidade que participaram da colheita do imbu.

As variáveis observadas foram as seguintes: a) número de pessoas que participaram da colheita do imbu nas comunidades; b) tempo dedicado por cada pessoa à colheita; c) quantidade de frutos colhidos por dia/período por pessoa e; d) renda obtida por cada pessoa com a venda dos frutos.

As informações obtidas foram submetidas à análise estatística, utilizando-se o SAS (SAS, 1990).

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Nilton de Brito CavalcantiEnvie um email!
Pesquisador - EMBRAPA/CPATSA
Geraldo Milanez de ResendeEnvie um email!
Pesquisador - EMBRAPA/CPATSA
Luiza Teixeira de Lima BritoEnvie um email!
Pesquisadora - EMBRAPA/CPATSA

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