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O Pantanal e a acontaminação por Mercúrio

21/02/2005

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Não se pode negar que a poluição do Pantanal, por mercúrio, é uma realidade. Resultados de análises realizadas pela Embrapa Pantanal e outras instituições de pesquisa, em amostras de vários indicadores de contaminação ambiental (sedimento, moluscos, peixes, aves e jacarés), evidenciam os fatos.

Na Baixada Cuiabana, principalmente nos municípios de Poconé e Nossa Senhora do Livramento, em Mato Grosso, o mercúrio foi largamente utilizado no processo de extração (garimpagem) de ouro de aluvião durante dez anos (1980/1990).

Dessa ocorrência podemos avaliar o grau de poluição instalado na região, pois o mercúrio lançado no ambiente tem potencial de contaminação por um período, relativamente grande, em geral de dez anos, mesmo após ter cessado a fonte de contaminação. Esse elemento, altamente poluidor, é um metal muito tóxico aos organismos e bioacumulável, ou seja, com elevado potencial de se magnificar nas cadeias alimentares.

No ecossistema aquático as mudanças ambientais são muito dinâmicas, podendo ocorrer alterações físicas, químicas e biológicas, que podem promover oxidação do mercúrio, viabilizando a formação de metilmercúrio. A literatura registra que o metilmercúrio pode se formar ao nível do sedimento, na coluna d’água e no intestino dos peixes. O metilmercúrio é bioacumulável, extremamente tóxico ao homem e, principalmente, aos organismos aquáticos. Nos peixes, níveis subclínicos podem alterar o crescimento, o comportamento e o sucesso reprodutivo.

No homem, níveis elevados levam à morte e subletais, avarias irreversíveis no sistema nervoso central e nos rins, principalmente. Dessa forma, uma das principais demandas da Embrapa Pantanal é conhecer o nível de contaminação dos ecossistemas aquáticos por este metal pesado, que se destaca como o mais importante, regionalmente.

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Luiz Marques VieiraEnvie um email!
Pesquisador - EMBRAPA/CPAP

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  • vc está de parabéns.
    Seu artigo está ótimo,vc está de parabéns. Vc me ajudou muito valeu!!
    willians ranulf azevedo da costa - 21/05/05 21:44

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