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O Triângulo do Atendimento Rural

03/04/2006

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É curioso e bastante intrigante o que acontece no fenômeno chamado Triângulo das Bermudas. Aeronaves, navios e embarcações que por lá passaram sumiram misteriosamente, desafiando pesquisadores de todos os cantos do mundo. Se tentarmos estabelecer uma analogia do Triângulo das Bermudas com o atendimento que devemos e precisamos dar aos nossos clientes rurais, chegaremos à conclusão de que todo e qualquer atendimento – que pretenda neutralizar uma necessidade, desejo ou expectativa – terá que ser um Triângulo da Bermudas invertido, ou seja, tudo que cair nesse triângulo, ao invés de sumir, aparecerá em forma de interesse pelo nosso produto ou serviço rural e será condição básica de alavancagem de nosso agronegócio.

Nossa missão – independentemente de sermos pequeno, médio ou grande produtor rural – é zelar para que o nosso produto/serviço faça aquilo que nós ou a nossa propaganda prometeu que ele faria.

Qualidade em atendimento rural é criar padrões quantificáveis de bom atendimento, fazendo com que o cliente rural fique integralmente satisfeito na resolução de seus problemas do dia-a-dia campesino. A qualidade exige que estejamos sempre de prontidão – com vontade de atender. Temos que orientar o cliente rural até o final: desde a venda do produto ou serviço até a assistência técnica que os mesmos venham a exigir. A empresa rural (familiar, pequena, média ou grande) precisa e deve preparar os funcionários envolvidos no atendimento dos clientes do campo; mas não podemos deixar tal treinamento a cargo somente da empresa rural. O planejamento, controle e melhoria da qualidade do atendimento rural é responsabilidade de todos que lidam diretamente com o negócio rural. Aí vai uma sugestão: monte, com a ajuda do empregado rural mais experiente, um grupo que possa reunir-se todo o dia, ao cair da tarde, e discuta como está sendo feito o atendimento à clientela rural. Sugira novas maneiras de atendimento e de controle da qualidade das informações fornecidas aos clientes; crie o hábito de fazer tudo com boa vontade, dedicação e alegria – esses atributos fazem parte da eficácia do atendimento que todo cliente, rural ou não, deseja receber.

Só tem sentido falarmos de atendimento rural eficaz, quando três condições estão presentes: a empresa rural, o cliente rural e o empregado rural. Se a empresa rural não respeita, nem atende a seus empregados rurais com valorização pessoal – qualidade, esses por sua vez não poderão atender aos clientes rurais de maneira eficaz; os clientes rurais, também, não desenvolverão boa imagem da empresa rural e a ela não serão fiéis, ou seja, vão preferir comprar os produtos e serviços que necessitam em outra empresa rural. Assim, a empresa rural passa a vender menos e a ter que reduzir o número de empregados rurais – que passam a criar um medo estranho de não conseguirem arranjar novo emprego. Esse medo mórbido afasta, cada vez mais, os empregado rurais remanescentes do atendimento correto. Instala-se, dessa forma, um ciclo vicioso. Se as necessidades, anseios e expectativas dos componentes do triângulo do atendimento não forem satisfeitas concomitantemente, não haverá condições de se instalar o atendimento com qualidade na atividade rural.

José Carlos CairesEnvie um email!
Técncio de Nível Superior II - EMBRAPA/CPATC

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