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25/11/2008

Agricultura, retratada por culturas anuais ou perenes, com suas dificuldades reais e constantes.

A falta de teto cria a exposição aos riscos; o preço das commodities é composto a critério da especulação e com menor influência pela demanda; produtos, insumos e fertilizantes ofertados a preços espetaculosos e criados ao gosto e prazer dos oligopólios e raramente em função dos custos produtivos, inerentes ao processo industrial.

O lucro é estabelecido pela ganância e não pela concorrência, a qual não existe, ou existindo, se curva a pressões ou interesses pessoais e mesquinhos.

É uma desordem total...

Tudo parece estar contra e nada a favor do produtor, mas está na hora de recompor aproveitando a atual crise como fundamento para uma mudança de hábitos e comportamentos.

Temos sérias dúvidas se o produtor produz alimentos ou se é o próprio alimento.

Analisando pelo aspecto financeiro e econômico, comporta-se como o alimento básico, servido comumente na mesa dos grandes grupos multinacionais e oligárquicos.

Pelo lado da produção de alimentos, ele - produtor - produz e fornece a quem dele se satisfaz, a também apetitosa sobremesa, simbolizada pela entrega da colheita, potencializando os lucros nas extremidades do agronegócio.

Se questionarem em qual das extremidades da “corda” o produtor estaria, a resposta correta seria nenhuma, pois ele é a própria “corda”, razão pela qual nunca desponta (por não ser ponta), sendo apenas o motivo de interesses em mãos inescrupulosas e gananciosas, sendo algumas em seu próprio território de defesa, podendo ser retratada pela presença constante do inimigo íntimo.

Isto significa que o produtor não é apenas dependente dos oligopólios, do clima, dos especuladores, dos falsos profetas e dos demais aproveitadores de plantão, para não usar a expressão “abutres”. O produtor é escravo da própria apatia, da reatividade, enquanto pela sua própria natureza deveria ser o oposto, ou seja, potencialmente proativo.

Sabemos, precisamente, o quanto representa a participação dos fertilizantes na formação do custo de produção. Conhecemos o impacto expressivo provocado pelos aumentos ocorridos a partir de agosto de 2007, mantendo até atualmente a escalada de preços, com ou sem crises. Os necessários lucros em muitas das culturas agrícolas foi eliminado, devido aos custos dos fertilizantes, inviabilizando muitas destas, tanto que o ministro da agricultura afirmou ser assunto de segurança nacional.

Isto sim é crise, em comparação a esta atual, desencadeada mundialmente, também pela ganância, desta vez dos grupos financeiros.

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Jose Eduardo Reis Leão TeixeiraEnvie um email!
Empresario - ESTRADA

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