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Reflexões sobre a liberação do fosfato de rocha e do supertriplo para alimentação animal

16/07/2001

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Situação em outros países e no Brasil – Todos os países de pecuária de corte desenvolvida apresentam legislação específica proibindo a utilização de fontes de fósforo a partir do fosfato de rocha e supertriplo (STP) destinadas à alimentação animal. Isto, garante a biossegurança da alimentação e restringe o emprego das rochas fosfáticas na forma bruta. Essas legislações foram ajustadas após tentativas mal sucedidas do uso de fontes alternativas de fósforo na alimentação de bovinos de corte. Portanto, parece que novamente o Brasil deseja reinventar a roda.

Pesquisa brasileira: Os estudos sobre o potencial de utilização de fontes alternativas de fósforo (fosfato de rocha e supertriplo=STP) avaliaram os aspectos biológicos e econômicos em bovinos de corte, suínos e aves. Os principais Departamentos de Zootecnia das universidades brasileiras, desenvolveram projetos isolados e concluíram sobre a impossibilidade do uso do fosfato de rocha e STP na alimentação animal. Experimentos, conduzidos em exploração extensiva do Centro-Oeste, com animais de baixo potencial genético, já demonstravam restrições ao uso das fontes alternativas. Os projetos desenvolvidos pela pesquisa oficial não avaliaram efeitos a longo prazo, efeitos sobre a eficiência reprodutiva, impacto nas futuras gerações e sobre situações de produção mais intensivas. Modestos resultados de pesquisas no Cerrado, avaliando ganho de peso de animais com o uso do STP, serviram de sustentação para a modificação da legislação vigente. Todos esses trabalhos não testaram qualquer resposta sobre o gado leiteiro e no desempenho reprodutivo do gado de corte. Portanto, para essas respostas a comunidade científica brasileira, sustentada nos trabalhos de centros internacionais, não recomenda sob hipótese alguma a utilização dessas fontes.

Com o melhoramento dos rebanhos e a utilização de programas de cruzamentos estão sendo produzidos animais de maior potencial genético para a taxa de crescimento diário. Isto, produz animais com uma taxa metabólica mais elevada e, portanto, com maiores exigências minerais. Estudos demonstram que os resultados gerados no Brasil por vários pesquisadores, aplicados à outros genótipos não se repetem e as fontes alternativas produzem desempenho biológicos e econômicos muito inferiores ao fosfato bicálcico.

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Lauriston Bertelli FernandesEnvie um email!
Zootecnista, Diretor Técnico - PREMIX

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  • custo de produção
    gostei de seu artigo, em relatar possiveis problemas causados por altas quantidades de flúor no organismo animal. Porém, as despesas com suplementação mineral em bovinos de corte, de acordo com alguns artigos que encontrei pela internet, relatam que as despesas podem chegar a 30% do total da produção de bovinos a pasto, e desse total 80% é proveniente do custo do fósforo, sendo assim, é importante a descoberta de fontes alternativas economicamente mais viaveis desde que nao tragam problemas a sanidade animal e dos consumidores. grato pela atençao e pelo espaço, discutindo esses aspectos poderemos engrandecer os conhecimentos no assunto.
    Fernando Krüger - 30/07/10 19:32

  • fosfato de e super triplo na alimentação animal
    Muito bom seu artigo, pois esclarece, e o que é mais importante, orienta o produtor pecuarista na escolha da melhor ferramenta de trabalho, na quilo que lhe dará melhor retorno ao sue trabalho.
    Francisco de Assis Lamar - 11/11/04 03:25

  • Embrapa x Premix
    É muito estranho este artigo.Haja vista que a Embrapa libera o uso do superfosfato triplo,desde ele que seja extraído de rocha fosfática brasileira,como o produzido a partir da rocha de Tapira.Acrescento ainda que o uso do calário calcítico,também é liberado em substituição ao gesso agrícola.Esta afirmações constam no livro "Suplementação de Baixo Custo para Bovinos", páginas 49 e 50 (Henrique Otávio da Silva Lopes).Então,quem está correto em suas afirmações?Gostaria de ser esclarecido.Agradeço a oportunidade por esse espaço ao internauta pecuarista. Cordialmente, Gilberto. PS: É bom que os pecuaristas voltem os olhos para a Agroecologia.Dr VOISIN, NILO ROMERO e muitos explicam isso direitinho.Tem-se que para de agredir o solo com arações,gradeações,uso de agrotóxicos,dentre eles o terrível herbicida.Os fazendeiros estão se descapitalizando, por teimarem em usar essas tecnologias, que só sao boas para as famosas multinacionais.Vou para por aqui que é melhor.
    Gilberto - 01/11/04 13:37

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