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Sistemas produtivos do Amapá

05/01/2002

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A população do Amapá passou de 228 mil habitantes em 1985 para 480 mil habitantes em 2000. Cerca de 20% da população concentra-se na zona rural. A capacidade potencial de respostas aos estímulos das instituições governamentais ou não, visando a melhoria da produtividade agropecuária, pode ser considerada satisfatória. Conciliar o desenvolvimento agrícola usando racionalmente os recursos naturais deve ser o principal objetivo de todas as instituições responsáveis pelo processo produtivo.

CULTURAS ANUAIS - As culturas alimentares anuais (arroz, feijão, milho e mandioca), tradicionalmente, destinam-se ao consumo familiar e o excedente destinado ao mercado interno estadual. Geralmente, estas culturas são implantadas em sistema de derrubada e queima, aproveitando a fertilidade natural do solo durante um período de dois a três anos. Os cultivos sucessivos em uma mesma área resultam na perda da fertilidade e degradação do solo, com o surgimento de plantas invasoras. A utilização de tecnologias inadequadas pode inviabilizar economicamente as explorações, determinando o abandono e a incorporação de novas áreas ao processo produtivo, o que contribui para aceleração do desmatamento. Além disso, a carência de mão-de-obra, a comercialização e o armazenamento deficientes são os fatores que mais contribuem para a elevação dos custos de produção e a obtenção de produtividades extremamente reduzidas. Face a essas limitações, em 1996 a produção estadual foi da ordem de 1.167 toneladas (arroz, milho e feijão), o que representa um decréscimo de 51,7%, em relação à produção verificada em 1985 (2.421 toneladas). Tal comportamento é conseqüência da redução na área plantada e na produtividade das culturas. Tendências semelhantes foram constatadas com a cultura da mandioca.

OLERICULTURA - Na produção de olerícolas, o Estado enfrenta grandes problemas devido ao excesso de chuvas no verão e as altas temperaturas anuais. A olericultura é desenvolvida principalmente nas áreas de transição floresta/cerrado. O manejo inadequado concorre para o surgimento de pragas e doenças que contribuem para a baixa produtividade, ocasionado a importação de cerca de 85% de hortaliças. O cultivo é realizado durante todo o ano, com os produtores utilizando sistemas de irrigação improvisados no período seco. Os principais produtos cultivados são as folhosas (alface, repolho, couve, coentro, cebolinha e salsa) e alguns tubérculos (macaxeira e batata-doce). A cultura do tomate e do pimentão são severamente infectadas pela murcha bacteriana e a do pepino pela antracnose. Também cultiva-se, em menor escala, a melancia, jerimum, quiabo e maxixe. A comercialização se processa diretamente ao consumidor, seja na propriedade ou na feira do produtor, ou através de intermediários que revendem os produtos no mercado varejista.

FRUTICULTURA - As fruteiras são estabelecidas em áreas recém-desmatadas ou em substituição às culturas anuais e, em menor proporção no reaproveitamento de capoeiras. Em geral, a exploração dessas culturas têm por base a mão-de-obra familiar. As principais frutíferas exploradas, de acordo com sua importância no consumo interno, valor de produção, área cultivada e participação no mercado são banana, abacaxi, citros, mamão, melancia e maracujá. No entanto, nos últimos anos vem aumentando consideravelmente a importância das culturas do coco e do cupuaçu. O baixo padrão tecnológico adotado nas explorações contribui para uma baixa qualidade do produto e produtividades bastante reduzidas. Os estímulos às pesquisas e ao fomento com cultivos de ciclo longo deverão tornar ainda mais atrativa esta opção de exploração agrícola, com tendências para o aumento das áreas cultivadas, desde que o mercado seja viabilizado. Além disso, com a grande ênfase na implantação de sistemas multiestratos, as espécies de ciclo perene deverão desempenhar papel relevante em suas composições.

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Newton de Lucena CostaEnvie um email!
Pesquisador - EMBRAPA/CPAFRO

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  • cultivo de plantas medicinais
    Gostaria de saber se a Embrapa tem algum projeto para o Amapá ,com foco exclusivamente para o cultivo de plantas medicinais como alternativa econômica para pequenos agricultores. cleia
    cleia - 09/08/05 18:00

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