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Sorgo, uma opção a mais para os agricultores roraimenses

02/12/2005

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O sorgo é cultivado em áreas e situações ambientais muito secas e/ou muito quentes, onde a produtividade de outros cereais é antieconômica. Sua origem é muito remota e controversa. A versão mais aceita é de que surgiu na África, e sua domesticação, segundo registros arqueológicos, teria ocorrido por volta do ano 3000 antes de Cristo.

Atualmente, os sorgos são classificados, agronomicamente, em quatro grupos: granífero, forrageiro para silagem e/ou sacarino, forrageiro para pastejo/corte verde/fenação/cobertura morta, e vassoura. O granífero inclui tipos de porte baixo (híbridos e variedades) adaptados à colheita mecânica. O segundo grupo é formado de tipos de porte alto (híbridos e variedades) apropriados para confecção de silagem e/ou produção de açúcar e álcool. O terceiro é utilizado principalmente para pastejo, corte verde, fenação e cobertura morta (variedades de capim sudão ou híbridos inter específicos de Sorghum bicolor x Sorghum sudanense). E o último possui tipos de cujas panículas são confeccionadas vassouras.

Dos quatro grupos, o sorgo granífero é o que tem maior expressão econômica e está entre os cinco cereais mais cultivados em todo o mundo, ficando atrás do arroz, trigo, milho e cevada. No Brasil, o sorgo chegou também por meio dos escravos, porém, em época mais recente. Seu cultivo ainda está em fase de popularização.

A partir da segunda década do século XX até fins dos anos 60, a cultura é reintroduzida de forma ordenada no país, através dos institutos de pesquisa públicos e universidades, que trouxeram coleções da África e dos Estados Unidos. Entre fins dos anos 60 e começo dos 70, o sistema de produção e distribuição de sementes melhoradas foi desenvolvido, e o setor privado entrou no agronegócio. Nesse momento, os híbridos de sorgo granífero de porte baixo, recém lançados na Argentina, chegaram ao Brasil através da fronteira gaúcha com os paises platinos. O Rio Grande do Sul tornou-se o maior produtor de grãos de sorgo do país. Somente o município de Bagé, na fronteira com o Uruguai, chegou a plantar entre 20 e 25 mil hectares de sorgo. E a partir do Rio Grande do Sul, os "modernos" híbridos desenvolvidos pelo trabalho dos melhoristas americanos, adaptados às condições da Pampa Argentina, chegaram a São Paulo. Dali a cultura se expandiu para os estados centrais e, atualmente, o Centro-Oeste é a região brasileira que mais produz sorgo.

O maior uso desses grãos, no Brasil, está na suinocultura e avicultura, esta última em expansão no estado de Roraima. De 2003 a 2005, foram conduzidos, na Embrapa Roraima, ensaios de avaliação de cultivares de sorgo granífero e forrageiro. Foram observadas produtividades de até 5200 kg/ha de grãos e 62 ton/ha de matéria verde, para os sorgos granífero e forrageiro, respectivamente. Tais resultados evidenciam o potencial desta cultura para o Estado, constituindo-se em mais uma opção para rotação com a soja.

Aloisio Alcântara VilarinhoEnvie um email!
Pesquisador - EMBRAPA/CPAFRR

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  • por que o sorgo e comido na africa do sul
    o sorgo e comido de verdade na africa
    thayzza - 30/09/09 16:07

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