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Tendências do Agronegócio no Pantanal e a Globalização da Economia

16/04/2004

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As grandes mudanças ocorridas no cenário internacional, face à globalização da economia, aliada às transformações na estrutura fundiária regional, sinalizam que o Pantanal necessita ajustar o modelo econômico às reais demandas da sociedade, levando-se em consideração o seu potencial produtivo, mas com enfoque na conservação da biodiversidade. Essa nova ótica de produção, encontra respaldo na necessidade de se buscar alternativas para aumentar a rentabilidade sustentável das unidades de produção, tendo em vista a fixação do homem ao campo, ao considerar-se que o tradicional modelo de produção de bovinos de corte não mais atende aos anseios sócio-econômicos do pecuarista e da sociedade em geral.

No passado recente, a economia do Pantanal estava alicerçada na pecuária bovina de corte, desenvolvida em grandes propriedades, em regime extensivo de pastagens naturais e baixo nível tecnológico. Apesar da baixa produtividade do sistema, o grande volume de negócios viabilizado pela extensão territorial das propriedades, viabilizava a manutenção de bom padrão de vida do pantaneiro. Embora as causas de frustações empresariais na região sejam muitas, elas podem ser, resumidamente, atribuídas à baixa rentabilidade do tradicional sistema de produção da pecuária, motivada principalmente pela baixa produtividade da terra e da mão de obra e, do baixo nível de adoção tecnológica. Além disso, o produto ofertado (boi magro) pelo pecuarista não apresentava valor agregado. Não se adotava “marketing” que evidenciasse as boas características sanitárias do bovino pantaneiro, em relação ao das demais regiões do país, tais como a excepcional qualidade do couro e da carne, como conseqüências da baixa incidência de berne e carrapato, motivada por boas condições ambientais e devido à baixa utilização de pesticidas. Pode-se também considerar que o longo e intenso ciclo de cheias (1973/74 a 2002/03), em determinadas sub-regiões do Pantanal, são variáveis que também contribuíram para agravar a situação do agronegócio pecuário no Pantanal.

É interessante constatar que, há alguns poucos anos atrás, os pecuaristas abandonaram o tradicional modelo de produção e comercialização anual de bois magros com 3 a 4 anos de idade e peso vivo médio de 10 a 11 arrobas. Por ser antieconômico, passaram a produzir bezerros desmamados de 7 a 12 meses de idade, com 90 a 110 kg de peso vivo, comercializados, mensalmente, conforme a demanda nos leilões regionais. Tudo indica que essa dinâmica no processo produtivo procurou conciliar a vocação do Pantanal para a fase de cria de bovinos de corte à maior taxa de retorno de capital, melhor fluxo de caixa, tipificação de carcaça privilegiando o produto de qualidade e tamanho atual das unidades de produção. Essa redução na idade de comercialização pode também estar associada a fortes indícios de descapitalização do pecuarista pantaneiro. Estudos econômicos efetivos e sistematizados podem testar essa hipótese. A Embrapa Pantanal e a Embrapa Gado de Corte podem colaborar muito nesse sentido.

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Luiz Marques VieiraEnvie um email!
Pesquisador - EMBRAPA/CPAP

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