Agronline
Página inicial dos artigos
Início
 
Agricultura
 
Agroinformática
 
Desenv. Rural
Economia Rural
 
Pecuária
 
Uso da ultra-sonografia na determinação do sexo de peixes nativos

20/08/2007

:. Do mesmo autor
A piscicultura em tanque-rede como alternativa no pantanal

A tuvira (Gymnotus sp.) é uma das espécies mais utilizadas como isca viva no Pantanal e, por isso, está entre os peixes de importância econômica nesta região. Também conhecida como peixe espada, sarapó, carapó e ituí em outros estados brasileiros, é preferida na pesca de peixes nobres, como o dourado (Salminus maxillosus), os surubins (Pseudoplatystoma sp.), o jaú (Paulicea luetkeni), e até de peixes onívoros como os Brycons (piraputanga, piracanjura, matrinxã).

Sua exploração é feita de forma extrativista e, portanto, é potencialmente geradora de impactos nos diversos aspectos estruturais das populações selvagens deste peixe. Embora não tenham sido realizados estudos específicos, tem sido observada uma menor ocorrência de tuviras perto dos centros de distribuição e venda de iscas vivas. Além dos aspectos ecológicos quanto aos possíveis efeitos negativos na dispersão desta espécie, a captura acentuada de tuviras no ambiente natural pode gerar impactos econômicos e sociais, visto que a comercialização de iscas é um importante componente da pesca profissional artesanal no Pantanal, pois gera renda para um grande número de isqueiros na região, que dependem da sua coleta para sobrevivência.

Dentro deste quadro, a implantação de programas de reprodução em cativeiro de tuviras é uma alternativa interessante, tanto para auxiliar na conservação do recurso natural, reduzindo a pressão de pesca sobre as populações naturais, quanto para a geração de renda para aquelas famílias que dependem desta modalidade de pesca. Estes programas têm como finalidade essencial a geração de conhecimento sobre a biologia reprodutiva da tuvira, que tem sido um dos gargalos da produção em cativeiro deste peixe. Há alguns trabalhos que tratam da reprodução da tuvira em ambiente confinado, mas em nenhum deles se determinou com segurança o sexo dos peixes, pois não são conhecidas diferenças sexuais externas na tuvira. Essa determinação só pode ser realizada com segurança no gênero Gymnotus por meio da dissecação ou através da análise das descargas elétricas que emite. O primeiro método necessita que os animais sejam sacrificados, o que o torna inviável para programas de reprodução, enquanto que o segundo necessita de equipamentos e conhecimentos específicos que conferem uma certa dificuldade em se obter a resposta desejada.

A identificação do sexo e a avaliação eficiente e não destrutiva do estádio de maturidade gonadal dos peixes são críticas para o desenvolvimento de estratégias de manejo nos programas de reprodução na aqüicultura. Dentre as formas utilizadas de determinação do sexo em peixes, a ultra-sonografia está se tornando cada vez mais popular como ferramenta alternativa aos métodos mais invasivos e complexos, que podem comprometer a saúde dos peixes e seu sucesso reprodutivo.

Estes fatores levaram a Embrapa Pantanal a testar a ultra-sonografia como método de sexagem da tuvira, uma forma confiável e rápida que tem sido amplamente utilizada na determinação do sexo de outras espécies de peixes que não possuem características sexuais secundárias perceptíveis externamente. Os resultados preliminares desta pesquisa estarão disponíveis nos Anais do 1º CONGRESSO BRASILEIRO DE PRODUÇAO DE PEIXES NATIVOS DE ÁGUA DOCE, a ser realizado em Dourados/MS entre os dias 28 e 31 de agosto de 2007.

Páginas: anterior 1 2 próxima Topo da página


Marco Aurélio RottaEnvie um email!
Pesquisador - EMBRAPA/CPAP

  Enviar este artigo por e-mail  Imprimir este artigo  Como citar esse artigo 
:. COMENTÁRIOS
    Clique aqui!  E deixe seu comentário sobre o artigo!

:. ARTIGOS RELACIONADOS

Artigos por assunto

Administração Agribusiness Agricultura de Precisão Agricultura Familiar Agricultura Urbana Agroecologia e orgânicos Agroindústria Agronegócio Agropecuária Familiar Agropesquisa Alimentação Apicultura Avicultura Boi verde e Pecuária orgânica Bovinocultura Caprinocultura Ciência florestal Climatologia Comércio internacional Comunicação Contaminação de águas Cooperativismo Crédito agrícola Crédito Rural Crise Energética Desenvolvimento Rural Desenvolvimento Sustentável Ecologia Educação Exportação Extensão Fauna Silvestre Fertilidade do Solo Fertilidade e conservação do solo Fitopatologia Fitotecnia Forrageiras Fruticultura Genética Horticultura Internet na agricultura Irrigação e Drenagem Marketing Meio ambiente Nutrição animal Ovinocultura Paisagismo Pecuária Leiteira Piscicultura Plantas Daninhas Plantas Medicinais Plantio direto Pragas e doenças Rastreabilidade Animal Sanidade animal Segurança Alimentar Seguro agrícola Sementes Suinocultura Tecnologia Transgênicos Zoonoses
Copyright © 2000 - 2017 Agronline.com.br