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Valoração da floresta em pé

07/12/2005

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A Amazônia ainda é detentora de recursos naturais abundantes e disponíveis que são utilizados sem a preocupação de sua conservação, para as gerações futuras. Devido a esta abundância, as florestas tropicais são utilizadas constantemente e sem limites. Prova disso é o baixíssimo preço que as indústrias madeireiras pagam pelo metro cúbico da madeira em pé oriunda destas formações, que varia, em média, de 1 a 5 dólares, sendo esta baixa valoração uma das razões que colaboram para a exploração florestal predatória. Vale ressaltar ainda, que aliados a este fato ainda ocorrem os problemas de ausência de critérios técnicos e planejamento no momento da exploração florestal seletiva, quando normalmente são retiradas toras sem as dimensões comerciais adequadas, visando simplesmente atender aos compradores de madeira.

A comercialização da madeira em pé, tanto em florestas de terra firme como em várzea, é prática comum na Amazônia. Nas várzeas do estuário amazônico, por exemplo, próximas ao município de Afuá, Estado do Pará, o mercado local de madeiras tem por tradição a classificação de toras em: tora de 1ª - C  150cm, tora de 2ª - 130cm  C  150cm e tora de 3ª - 110cm  C  130cm. As toras têm comprimento de 4m, são mensuradas sem casca ao meio (C = circunferência no meio da tora) e recebem preços diferenciados de acordo com as dimensões citadas, sendo bastante valorizadas as de Cedrela odorata, Hymenaea courbaril, Virola surinamensis e Carapa guianensis.

A avaliação econômica de florestas nativas nos moldes clássicos pode ser feita pelo método direto, em que não são consideradas variações futuras de produção florestal e pelo método indireto, mais indicado para as florestas tropicais, em que são considerados os rendimentos futuros.

É possível, porém, para os pequenos e médios produtores estimar o valor monetário de sua reserva florestal mediante a obtenção do volume e do número de toras por classe de tamanho, por espécie e qualidade do fuste, com base na realização de um inventário florestal, seguido da obtenção dos preços de mercado junto às serrarias.

A valoração da floresta permite indicar a viabilidade da extração de madeira de um determinado local, indicando se há um estoque de exploração suficiente para cobrir os custos de exploração e processamento da madeira, assegurando assim a viabilidade de investimento na atividade. Estas premissas são enfatizadas pela Organização Internacional de Madeira Tropical - OIMT (1990), ao confirmar que este procedimento é importante para avaliar a economicidade das operações do manejo florestal, como também a ser considerado por ocasião da compra e venda de imóveis rurais que apresentam reservas florestais em seu interior, além de servir como instrumento em processos de auditagem ambiental e possíveis atividades de fiscalização que requeiram este tipo de informação.

A valoração da floresta em pé é, portanto, uma forma de avaliação prévia do recurso florestal, servindo para registrar o estoque de toras tanto das espécies de interesse comercial, quanto das espécies potenciais, que tem mercado garantido, mas são exploradas esporadicamente, bem como das espécies não comerciais, que ainda não apresentam mercado definido.

Estas orientações fazem parte das diretrizes da Embrapa Rondônia sobre a disponibilização de informações que promovam o uso sustentado de recursos florestais na Amazônia.

Michelliny de Matos Bentes-GamaEnvie um email!
Pesquisadora - EMBRAPA/CPAFRO

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